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SEXO SEGURO MAIS CARO

Guerra pode elevar preço da camisinha para R$ 32 no Brasil; entenda

De acordo com Goh Miah Kiat, CEO da maior fabricante mundial de preservativos, o aumento de preservativos pode chegar a 30%

Carla Melo
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O aumento estimado entre 20% e 30% pode ser ampliado conforme a duração da guerra
O aumento estimado entre 20% e 30% pode ser ampliado conforme a duração da guerra -

A guerra no Oriente Médio encareceu diversos produtos em todo o país, e agora até a camisinha entrou na mira do cenário global e deve ficar 30% mais cara caso os conflitos no Irã continuem.

A alta no preço dos preservativos foi motivada pelo encarecimento dos fretes e falhas na cadeia global de suprimentos causado pelos conflitos no Irã, segundo explicou Goh Miah Kiat, CEO da maior fabricante mundial de preservativos, em entrevista à Reuters.

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A empresa produz mais de 5 bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais como Durex e Trojan, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido. No Brasil, a marca Prudence tem preservativos fabricados pela Karex.

A Karex, da Malásia, também exporta para mais de 130 países.

A empresa planeja elevar o preço dos preservativos. O aumento estimado entre 20% e 30% pode ser ampliado conforme a duração da guerra no Oriente Médio. "Não temos escolha a não ser repassar os custos para os clientes neste momento"

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As cadeias de suprimentos globais foram impactadas pela guerra desde o final de fevereiro e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que interrompeu o fornecimento de alguns materiais usados ​​na produção de preservativos.

Goh disse à Reuters que, além dos custos mais elevados de fabricação e embalagem de preservativos, também há atrasos no envio.

“Estamos vendo muito mais preservativos em embarcações que ainda não chegaram ao seu destino, mas que são extremamente necessários”, disse Goh.

Quanto poderá custar uma camisinha no Brasil?

No Brasil, a Karex é responsável por produzir a marca de preservativos Prudence. Atualmente, o preço médio em farmácias custa entre R$ 5 (3 unidades) a R$ 25 (12 unidades), dependendo das unidades contidas na embalagem.

Caso esse aumento chegue no Brasil, o preço dos preservativos podem custar de R$ 6,50 (3 unidades) a até R$ 32,50 (12 unidades).

Alta impacta nos planos de natalidade

A Karex depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone.

Segundo Goh, a demanda por preservativos cresceu cerca de 30% neste ano, enquanto o aumento dos custos de frete e os atrasos no transporte agravaram a escassez.

"Em tempos difíceis, a necessidade de usar preservativos é ainda maior, porque há incerteza sobre o futuro, como saber se você ainda terá um emprego no próximo ano", disse ele à Bloomberg. "Se você tiver um filho agora, será mais uma boca para alimentar."

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economia guerra no oriente médio preservativos

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