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Inadimplência nos condomínios chega a 12,5% no Brasil

O cenário de inadimplência acompanha o aumento do valor médio da própria taxa condominial

Carla Melo
Por
A inadimplência no Brasil continua alta no mercado de condomínios do Brasil
A inadimplência no Brasil continua alta no mercado de condomínios do Brasil - Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

A inadimplência no Brasil continua alta dentro das famílias, das empresas e do governo, em um cenário de juros elevados e crédito mais caro. No setor condominial, 12,5% das taxas ficaram mais de 30 dias sem pagamento no primeiro semestre de 2026

De acordo com o levantamento da uCondo, empresa de tecnologia para gestão de condomínios, esse é o maior índice registrado na série monitorada desde 2022.

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O cenário não é novo: a inadimplência da taxa condominial já vinha em uma trajetória de alta anual. Depois de registrar 9,72% no primeiro semestre de 2022 e 8,65% no segundo, o indicador passou a 9,14% no primeiro semestre de 2023 e 9,92% no segundo. Em 2024, ficou em 9,99% e 9,83%, respectivamente. A partir de 2025, o percentual subiu para 11,95% no primeiro semestre e 11,66% no segundo.

O critério adotado pela uCondo retira da estatística atrasos pontuais. O débito só passa a ser contabilizado no indicador quando ultrapassa 30 dias de atraso, trazendo um panorama mais acurado da realidade.

Inadimplência entre as regiões

O recorte regional mostra que o Norte registra o maior índice de inadimplência, com 19,09%. Na sequência aparecem o Nordeste, com 12,71%, e o Sudeste, com 12,28%. Já o Sul apresenta taxa de 11,61%, enquanto o Centro-Oeste tem o menor percentual entre as regiões analisadas, com 8,52%.

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Para Léo Mack, cofundador e diretor de operações da uCondo, a diferença entre as regiões reflete um cenário econômico que pressiona de maneira desigual o orçamento das famílias. “Quando a renda fica mais comprometida e o custo do crédito aumenta, despesas recorrentes passam a disputar espaço no orçamento doméstico. Em regiões onde essa pressão financeira é maior, o impacto tende a aparecer também no pagamento das taxas condominiais. Os dados mostram justamente como esse movimento não ocorre de forma uniforme no país”, afirma.

Valor da taxa está pesando no orçamento

O cenário de inadimplência acompanha o aumento do valor médio da própria taxa condominial. Segundo a base da uCondo, a média nacional chegou a R$ 538 no primeiro semestre de 2026, ante R$ 516 no primeiro semestre de 2025 e R$ 413 no primeiro semestre de 2022. Isso representa uma alta de 30,3% desde o início da série histórica.

“A taxa do condomínio se tornou mais uma conta dentro do orçamento pressionado das famílias. Mas, diferentemente de outras despesas que podem eventualmente ser adiadas, a arrecadação da taxa está diretamente ligada à capacidade do condomínio de se manter em funcionamento. Complica ainda mais o fato de ser uma estrutura compartilhada. Ou seja, mesmo aqueles que conseguem pagar saem prejudicados”, comenta Léo Mack.

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