ECONOMIA
Maior salário fixo do Brasil é de R$ 100 mil, saiba qual cargo recebe
Alguns setores que têm remunerações altas no Brasil são saúde, varejo, vendas, bancário e tecnologia da informação

Um levantamento apontou que o maior salário fixo no Brasil no ano de 2025 é de R$ 100 mil por mês. Cinco cargos conseguem esse valor no país, sendo quatro deles no setor da saúde, e um no varejo.
O estudo foi feito pelo Guia Salarial de 2026, realizado pela consultoria de recursos humanos Michael Page, que analisou 548 posições em 15 áreas e ouviu mais de 7 mil profissionais.
Vale ressaltar que o valor não inclui análise de bônus ou remuneração variável. Os setores analisados foram:
- agronegócio;
- bancos e serviços financeiros;
- construção civil;
- energia;
- engenharia e manufatura;
- finanças e impostos;
- jurídico;
- marketing;
- recursos humanos;
- saúde;
- seguros;
- supply chain;
- tecnologia;
- varejo e vendas.
Setor da saúde
O setor que mais tem cargos que recebem os maiores salários do Brasil é o da saúde. Quem trabalha com um dos cargos abaixos chegam a ganhar R$ 100 mil:
- Superintendente/diretor médico em empresas de saúde;
- Líder de unidade de negócios em empresas de dispositivos médicos;
- Gerente geral em empresa de dispositivos médicos;
- Líder de Unidade de Negócios em indústria farmacêutica.
Setor do varejo
Já no varejo, o cargo que recebe R$ 100 mil de salário mensal é o de gerente geral de operações. Entre os dez primeiros cargos com melhores remunerações, aparecem também empregos nos setores de vendas, bancário e tecnologia da informação.
Salários para 2026
O estudo ainda questionou as empresas participantes sobre as perspectivas salariais para o ano de 2026. Com isso, a pesquisa apontou que as empresas devem ser cautelosas com os números, visto que 45% não vão conceder um reajuste salarial além do obrigatório.
A pesquisa ainda apresentou um descompasso entre as empresas e os trabalhadores, visto que 59% dos profissionais não tiveram aumento no último ano e só 28% dizem ter acesso real à capacitação, enquanto 60% das organizações afirmam oferecer programas de desenvolvimento.
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Dificuldade na contratação
As empresas também precisam se preocupar na hora de atrair talentos, oferecer flexibilidade e oportunidades para o desenvolvimento da carreira dos profissionais. Segundo a pesquisa, 73% das empresas participantes declararam que têm dificuldades para contratar por falta de profissionais qualificados.
Os principais motivos associados à dificuldade na contratação de novos talentos seriam:
- alta rotatividade ou falta de engajamento (61%);
- expectativas salariais acima do orçamento disponível (58%).
Os autores do estudo ainda avaliam que "os fatores estão interligados: profissionais com qualificações específicas têm maior poder de barganha, o que eleva o turnover e pressiona os salários".
Regimes de trabalho
Já no que se diz dos regimes de trabalho preferidos, presencial, híbrida ou home office, os dados mostram que a primeira opção segue sendo o mais comum e voltou a crescer no cenário, sendo utilizado por 42% das corporações, contra 36% no estudo anterior.
Já o formato híbrido, por mais que seja bem representativo, apresentou algumas variáveis, sua adoção entre as empresas caiu de 50% para 44%, enquanto os profissionais cresceu de 37% para 40%, ambos com variação de escala.
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