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BLACK FRIDAY

Black Friday: 3 truques para se planejar financeiramente nas compras

Se planejar financeiramente é um dos primeiros passos antes de se jogar nas ofertas da data

Carla Melo
Por
Black Friday será realizada no dia 28 de novembro
Black Friday será realizada no dia 28 de novembro - Foto: Olga Leiria / Ag. A TArde

Descontos, cupons e benefícios são algumas das vantagens que os consumidores costumam usar para comprar de forma mais barata e mais vantajosa, ofertas no varejo e e-commerce. Essas também devem ser algumas oportunidades usadas na Black Friday, a ser realizada na sexta-feira, 28.

Se planejar financeiramente é um dos primeiros passos antes de se jogar nas ofertas da Black Friday, e uma decisão importante para não começar dezembro, e nem o começo de 2026 no vermelho.

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Para Edson Cerqueira, planejador financeiro CFP pela Planejar, o cenário ideal está ligado às compras alinhadas ao orçamento e aos objetivos financeiros, evitando endividamentos desnecessários.

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Mas isso pode mudar. “O apelo emocional das promoções, aliado às estratégias de marketing, muitas vezes leva ao consumo impulsivo. Por isso, é essencial adotar algumas práticas para manter o equilíbrio”, comenta Cerqueira ao InfoMoney.

Confira alguns passos para se planejar financeiramente:

Limite de crédito não é orçamento

Ele recomenda que o consumidor avalie se cada compra está conectada a uma necessidade real ou a um objetivo planejado e depois defina um limite de gastos específico para a Black Friday.

Para Harion Camargo, planejador financeiro CFP também pela Planejar, ao InfoMoney, o limite do cartão de crédito não é o orçamento. O que realmente importa é a capacidade de pagamento do consumidor, considerando o que já está comprometido no mês e o que ainda vai entrar.

“Quando o orçamento é definido a partir da renda real e não do limite do cartão, as compras deixam de criar pressão sobre o fluxo financeiro dos meses seguintes”, explica Camargo.

Essas duas primeiras etapas podem fazer uma grande diferença para exercitar o consumo consciente. Além disso, os especialistas indicam fugir da armadilha do “desconto imperdível” e a compra por impulso, que podem comprometer seu fluxo de caixa.

Não ceda às “ofertas aparentes”

Não basta olhar a porcentagem anunciada, é preciso comparar o preço atual com o histórico do produto, porque muitos itens passam por ajustes nas semanas anteriores. O consumidor pode monitorar preços promocionais utilizando sites comparadores de preço. Veja nesta lista alguns sites de monitoramento de preços.

Pix, cartão ou boleto?

A escolha da forma de pagamento também pode ser um importante fator decisor na compra. O Pix costuma oferecer o menor preço. O planejador comenta que essa ferramenta pode ser útil para quem tem liquidez sem comprometer a reserva de emergência.

Por sua vez, o cartão pode ser uma boa ferramenta quando existe organização para pagar a fatura integralmente e quando os benefícios, como pontos ou milhas, agregam valor real à operação.

“O problema nunca é o cartão, mas sim acumular parcelas que se sobrepõem e criam uma pressão silenciosa nos meses seguintes”, revela.

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