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Peixe mais popular do Brasil pode ser proibido após novo vírus perigoso

Pedido feito em São Paulo mira filé importado do Vietnã por risco sanitário e desigualdade tributária no setor

Iarla Queiroz
Por
Associação pede suspensão da tilápia vietnamita
Associação pede suspensão da tilápia vietnamita -

A piscicultura paulista pode enfrentar mudanças profundas a partir de 2026. No último dia 3 de fevereiro, a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) solicitou oficialmente ao secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Mello Filho, a suspensão da importação de filé de tilápia proveniente do Vietnã.

O pedido tem como principal justificativa a proteção da produção local diante do risco sanitário representado pelo Tilapia Lake Virus (TiLV), vírus ainda inexistente em território paulista, mas já identificado no país asiático.

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Vírus da tilápia preocupa produtores

Durante o encontro, a Peixe BR alertou para a possibilidade de introdução do TiLV no Brasil por meio da importação do pescado. A entidade destacou que a presença do vírus poderia comprometer a sanidade dos plantéis e afetar diretamente o ecossistema da piscicultura no estado.

A proposta segue o mesmo caminho adotado por Santa Catarina, que já proibiu o comércio de tilápia vinda do Vietnã com base em critérios sanitários. Para a associação, a medida é essencial para evitar prejuízos irreversíveis ao setor.

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Desigualdade tributária agrava cenário

Além da preocupação sanitária, a reunião também abordou entraves econômicos enfrentados pelos piscicultores paulistas. Atualmente, São Paulo cobra ICMS sobre a tilápia produzida localmente e também sobre a que vem de outros estados brasileiros. Em contrapartida, o filé importado do Vietnã entra no país com isenção total do imposto.

Essa diferença cria um ambiente de concorrência desigual, penalizando produtores nacionais e favorecendo o produto estrangeiro, segundo avaliação da Peixe BR.

Impacto econômico pode atingir empregos e investimentos

A entidade alerta que, sem ajustes regulatórios, o setor pode enfrentar redução de investimentos, fechamento de fábricas e perda de postos de trabalho. O risco é ainda maior considerando que São Paulo ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás apenas do Paraná.

Diante desse cenário, a expectativa do setor é que o estado siga o exemplo catarinense e proíba a importação da tilápia vietnamita já em 2026, equilibrando a concorrência e preservando a sanidade da produção local.

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brasil economia gastronomia tilápia

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