REAGIU
Banco Master: Lula diz que todos envolvidos “vão pagar o preço”
Presidente diz que acionou seus pares após tomar conhecimento sobre o assunto

O presidente Lula (PT) endureceu o tom ao falar sobre o escândalo do Banco Master nesta quinta-feira, 5, e defendeu que todos os envolvidos, mesmo que sejam seus aliados, deverão ser responsabilizados pelos seus atos.
"Não importa que envolva político, não me importa que envolva partido, não me importa que envolva banco, quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade e do maior rombo econômico da história desse país”, disse o mandatário.
O chefe do Executivo Nacional também contou como ocorreu a reunião com o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e que, ao ouvir as denúncias de perseguição contra a empresa, afirmou que não haveria interferência política.
"Nós vamos investigar investigar até as últimas consequência", disse.
O petista esclareceu o tema durante entrevista ao Uol News, no Palácio do Planalto. Segundo o Executivo, ao tomar conhecimento sobre o caso, ele acionou os seus pares para saber o que achavam do banqueiro.
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Entre os nomes que se reuniram com Lula estão:
- ministro da Fazenda, Fernando Haddad;
- o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo;
- e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.
Lewandowski e o Banco Master
O presidente Lula ainda minimizou a relação do seu agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, com o Banco Master. Isso porque o ex-magistrado foi contratado pela instituição, com um contrato de R$ 250 mil.
"O Lewandowski é um dos maiores juristas que esse país já produziu. Todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer grande empresa que esteja em dificuldade. Quando eu convidei pra vir (para o ministério), ele saiu do banco. Não tem problema nenhum", disse.
Escândalo do Banco Master
O escândalo do Master veio à tona em setembro de 2025, quando a compra do banco pelo Banco Regional de Brasília (BRB) foi impedida pelo Banco Central (BC).
Além disso, a decisão da autarquia financeira resultou na operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada em 18 de novembro.
Segundo o diretor da PF, Andrei Rodrigues, um esquema de fraudes teria movimentado mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito com indícios de fraude.
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