ECONOMIA
Preço médio do prato feito sobe em todo o país e chega a R$ 31,90
Prato feito no Nordeste tem o segundo menor valor médio do país
O prato feito, tradicional pedida em restaurantes brasileiros, ficou mais caro em todas as regiões do país, de acordo com o índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio (FAC-SP). No segundo trimestre, o preço médio de um PF chegou a R$ 31,90, um aumento de 5,4% em relação ao trimestre terminado em março e de 7,2% frente a janeiro deste ano.
Na prática, um trabalhador que almoça fora de casa em todos os dias úteis do mês gasta cerca de R$ 638 mensais apenas com o prato feito, considerando 20 refeições por mês.
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O economista Rodrigo Simões Galvão, coordenador e responsável técnico pelo estudo, afirmou que o IPF permite observar a inflação sob a ótica da experiência cotidiana do consumidor.
O prato feito é a economia servida no prato. Nele estão o arroz, o feijão e a carne, mas também o aluguel do ponto comercial, a energia elétrica, o salário dos funcionários, o transporte, os tributos, o custo financeiro e a margem do empresário. Quando o prato feito sobe, não é apenas o alimento que ficou mais caro; é toda a estrutura econômica pressionando o preço final. Rodrigo Simões Galvão - Coordenador e responsável técnico pelo IPF
O levantamento do segundo trimestre de 2026 contou com a maior base de dados da série histórica até o momento, com 887 observações válidas.
Valor do PF por região
Os dados regionais mostram diferenças relevantes no custo da refeição pelo país, com o Sul registrando o maior preço médio de referência, seguido pelo Centro-Oeste. Enquanto isso, o Nordeste é a região em que o PF tem o segundo menor valor médio do país.
- Sul - R$ 34,90
- Centro-Oeste - R$ 34,45
- Sudeste - R$ 31,99
- Nordeste - R$ 30,00
- Norte - R$ 29,99
A diferença entre o Sul, região mais cara, e o Norte, região mais barata, alcança aproximadamente 16,4%. Segundo os pesquisadores, fatores como custo dos imóveis comerciais, renda local, logística, mão de obra, concorrência e perfil de consumo ajudam a explicar a disparidade regional.


