ECONOMIA
Taxa das blusinhas" gera R$ 5 bilhões em impostos em 2025
Governo arrecada o dobro mesmo com queda no volume de compras internacionais

O cenário das compras internacionais no Brasil passou por uma transformação drástica em 2025. Dados recentes revelam que o governo brasileiro arrecadou R$ 5 bilhões em impostos sobre essas transações, um salto impressionante em relação aos R$ 2,88 bilhões registrados em 2024.
O motor desse crescimento foi a implementação da chamada “taxa das blusinhas”, que aplica 20% de Imposto de Importação em compras de até US$ 50.
O fenômeno apresenta um paradoxo: embora a arrecadação tenha quase dobrado, o volume de pacotes enviados ao país caiu de 189 milhões para 165 milhões.
No entanto, o valor total gasto nessas encomendas atingiu o recorde de R$ 18,6 bilhões, indicando que o consumidor está comprando menos vezes, mas gastando valores maiores por remessa.
Mudança no comportamento do consumidor
A Receita Federal identificou que o perfil do comprador mudou. Houve uma redução drástica de "compradores frequentes" (aqueles com mais de cinco pedidos anuais) e um aumento de quem faz compras pontuais.
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Além disso, a eficiência do programa Remessa Conforme, utilizado por gigantes como Shein e Amazon, garantiu que os impostos fossem pagos de forma automática por cerca de 50 milhões de brasileiros.
O governo destaca que o sistema trouxe benefícios logísticos:
- Entregas em capitais como Rio e São Paulo chegam a demorar apenas três dias.
- O valor do imposto é visualizado no ato da compra, eliminando boletos surpresa na entrega.
O embate entre varejo e consumidores
A manutenção da tributação é alvo de intensos debates. Representantes do varejo nacional defendem que o imposto equilibra a concorrência e ajudou a impulsionar a economia interna.
Por outro lado, estudos apresentados no Congresso sugerem que a taxa pesou desproporcionalmente no bolso da população de baixa renda, que reduziu seu consumo.
Fim da taxa em pauta?
A polêmica chegou à Câmara dos Deputados com o Projeto de Lei 3261/2025, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP). O PL busca restabelecer a isenção para compras de até US$ 50, sob o argumento de que a tributação fere a racionalidade tributária e prejudica o acesso do consumidor a produtos globais.
Enquanto o projeto tramita, o consumidor brasileiro segue adaptando suas escolhas entre o mercado internacional taxado e a migração para os e-commerces nacionais.
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