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Estudantes que venceram EcoInovar 2025 produzem troféu da nova edição

Peça foi confeccionada com conchas de lambreta por alunos do Colégio Estadual da Bahia Central

Loren Beatriz Sousa e Vitória Sacramento
Por Loren Beatriz Sousa e Vitória Sacramento
Troféu do EcoInovar 2026 foi confeccionado  com conchas de lambreta
Troféu do EcoInovar 2026 foi confeccionado com conchas de lambreta - Foto: Clara Pessoa/Ag. A TARDE

A conquista do EcoInovar 2025 ganhou um novo capítulo para os estudantes do Colégio Estadual da Bahia Central, em Salvador. Vencedores da primeira edição do prêmio, eles foram responsáveis pela produção do troféu entregue aos ganhadores do EcoInovar 2026, iniciativa do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE.

A peça foi confeccionada a partir de conchas de lambreta, material reaproveitado pelo grupo em projetos de pesquisa sustentável. Envolvendo quatro estudantes do 2º e do 3º ano do Ensino Médio, a obra levou cerca de três semanas. O modelo foi desenvolvido em parceria com a equipe do A TARDE Educação, a partir de peças do mostruário dos próprios alunos.

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Segundo a professora Fernanda Brito, responsável pelo acompanhamento da equipe, o reaproveitamento do material contribui para a redução de resíduos na região da Mouraria, na capital baiana. A comunidade também participa da coleta das conchas utilizadas na produção do troféu e dos projetos pelo grupo. “O projeto só existe pois a parceria surgiu e é exitosa”, destacou Fernanda.

Entre os estudantes envolvidos na produção está Guilherme Fraga, de 17 anos. Para ele, ver uma criação dos estudantes ganhar a forma de troféu representa o reconhecimento do trabalho realizado.

“Ver a minha criação sendo transformada em um troféu me enche de orgulho, validando o esforço de pesquisa e gerando um sentimento de realização. Além disso, traz um pensamento de que nossas ideias não ficam somente no papel”, afirmou.

A estudante Marina Aragão, de 16 anos, também participou da elaboração. Para ela, contribuir para a confecção do troféu amplia o significado da conquista do ano passado.

“Vencer a 1ª edição do EcoInovar foi um grande divisor de águas, conquistamos recursos e insumos para alavancar nossas produções, além de adquirir experiências inesquecíveis; e agora, participando dessa edição produzindo uma parte do troféu, nos sentimos valorizados e vistos, nos dando mais um gás para continuar avançando na difusão da ciência juvenil”, ressaltou.

Segundo Guilherme, a experiência reforça o propósito de continuar desenvolvendo e compartilhando conhecimento científico. “Olhar para a frente com a vontade contínua de promover e difundir o conhecimento científico”, resumiu Guilherme.

Pesquisa e sustentabilidade

O trabalho que garantiu a vitória dos estudantes na primeira edição do EcoInovar foi o projeto “E-Placa e revestimento: aproveitamento de resíduos em ação sustentável na comunidade escolar”, da categoria Eco-terra: resíduos viram revestimento sustentável. A iniciativa transformou resíduos encontrados em Salvador, como fibras de coco, papel e conchas de lambreta e marisco, em placas de gesso e cimento para pias, revestimentos e objetos decorativos.

A proposta aliou reaproveitamento de resíduos, pesquisa científica e produção sustentável, princípios que também estão presentes na confecção do troféu entregue aos vencedores do EcoInovar 2026.

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