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EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Jovens e especialistas discutem comunicação e emergência climática

Ação promovida pela Sema e Inema celebrou o Dia Nacional da Educação Ambiental

Loren Beatriz Sousa
Por
Jovens e especialistas discutem comunicação e emergência climática
Jovens e especialistas discutem comunicação e emergência climática - Foto: Tiago Junior/Sema

Reflexão sobre comunicação, participação social e enfrentamento das mudanças climáticas marcaram a programação especial promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), nesta quarta-feira, 3, na Biblioteca do Meio Ambiente Milton Santos, nos Barris, em Salvador.

Realizado em alusão ao Dia Nacional da Educação Ambiental e integrado à agenda do Junho Verde 2026, o encontro reuniu educadores, comunicadores, estudantes, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir o papel da educomunicação na construção de uma cultura ambiental mais participativa e sustentável.

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Durante a abertura, a diretora de Educação Ambiental para a Sustentabilidade da Sema, Mariana Mascarenhas, destacou a importância de ampliar os espaços de diálogo sobre as questões ambientais. Ela ressaltou ainda que a atividade integrou as celebrações do centenário do geógrafo baiano Milton Santos, referência internacional nos estudos sobre território, sociedade e meio ambiente.

“Resolvemos trazer essa roda de conversa para dialogar com estudantes, membros de colegiados, a sociedade de maneira geral, para falar sobre comunicação e meio ambiente. É um assunto muito importante, e que a gente precisa aprender a comunicar melhor as questões ambientais para as pessoas se aproximarem”, destacou, afirmando que a educomunicação é um dos eixos da Política Estadual de Educação Ambiental e contribui para fortalecer metodologias participativas e democratizar o acesso à informação.

Diálogo e participação

Estudantes da rede estadual de ensino
Estudantes da rede estadual de ensino - Foto: Tiago Junior/Sema

A programação contou com duas rodas de conversa. A primeira, intitulada “Educomunicação e Protagonismo Socioambiental: Desafios e Perspectivas”, reuniu especialistas para discutir como a comunicação pode contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade.

Participaram do debate o professor e pós-doutor em Ciências Ambientais José Vicente de Freitas, o mestre em Antropologia Ismael Silva e a pedagoga e mestra em Educação Jéssica Gouveia, representante do Programa A TARDE Educação.

A educomunicação, segundo Jéssica Gouveia, tem um papel estratégico na formação de uma consciência socioambiental crítica e participativa.

“Não se trata apenas de informar sobre os desafios ambientais, ela cria condições para que estudantes se tornem protagonistas, capazes de investigar a realidade, dialogar com a comunidade e contribuir para a construção de soluções. Em um contexto de emergência climática e de profundas transformações sociais, fortalecer a voz das novas gerações é um passo essencial para a construção de um futuro mais sustentável”, afirmou.

Jovens e especialistas discutem comunicação e emergência climática
Jovens e especialistas discutem comunicação e emergência climática - Foto: Tiago Junior/Sema

Na sequência, a roda de conversa “Ecos do Futuro: Juventudes Comunicando a Emergência Climática na Era Digital” deu voz a jovens comunicadores, estudantes da rede estadual de ensino e ambientalistas, que compartilharam experiências e reflexões sobre o uso das plataformas digitais na mobilização social e na sensibilização para a agenda climática.

Participaram representantes das agências de notícias Voz Ativa Ceclar, do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos; Conexão News, do Colégio Estadual de Tempo Integral Gonçalo Muniz; além do Clube de Ciências Orbitz, do Colégio Estadual da Bahia (Central); e o egresso da rede estadual e estudante de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Nicolas Moreira.

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A professora Valéria Danielly, do Orbitz, destacou que o clube desenvolve iniciativas voltadas ao reuso de materiais e à economia circular, promovendo práticas de preservação ambiental dentro e fora da escola. Segundo ela, o espaço também estimula intercâmbios entre unidades escolares para compartilhar experiências e fortalecer a cultura da sustentabilidade.

"O clube está sempre de portas abertas para receber outras escolas, mostrando como é que a gente tem trazido para a sala de aula a cultura de preservação do meio ambiente e cuidado ao longo das gerações - como é que esse ambiente resiste", afirmou.

O encontro também evidenciou o papel das mídias digitais no combate à desinformação e na mobilização de comunidades diante da crise climática.

Estudante do 3º ano do Ensino Médio do Central, Ana Beatriz de Paula ressaltou a importância de envolver os jovens na discussão sobre mudanças climáticas e no enfrentamento às fake news. Para ela, o acesso a informações confiáveis e baseadas em evidências científicas é fundamental para compreender os impactos ambientais e construir soluções.

"A gente precisa pesquisar fontes confiáveis. [Pesquisar] não é pegar um artigo qualquer no TikTok ou no Instagram. Precisamos buscar a raiz do problema e entender o que está acontecendo", destacou.

A coordenadora de Educação Ambiental, Saúde e Sustentabilidade da Secretaria da Educação do Estado (SEC), Joyce da Paixão, reforçou a importância das ações desenvolvidas durante o Junho Verde para sensibilizar estudantes sobre a preservação da natureza e a construção de um futuro sustentável.

“Estamos agora no Junho Verde, que é um mês que tem diversas datas comemorativas dentro do âmbito da educação ambiental e da sustentabilidade. É fundamental sensibilizar nossos estudantes sobre a importância da preservação da natureza e a construção de um futuro sustentável para o nosso país, para o nosso estado", ressaltou.

Ao final do evento, os participantes receberam mudas de plantas, iniciativa que dialoga com os projetos de educação ambiental desenvolvidos pela rede estadual de ensino, como as hortas escolares. Além de incentivar práticas sustentáveis, os espaços contribuem para o desenvolvimento de atividades pedagógicas e produções científicas dentro das unidades de ensino.

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