COMENTÁRIO POLÊMICO
Candidato ao Planalto critica beneficiários do Bolsa Família: "Imprestáveis"
Romeu Zema defendeu mudanças no programa do Governo Federal

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), defendeu mudanças no Bolsa Família e criticou os beneficiários do programa social do Governo Federal.
Durante entrevista ao Canal Livre, da Band, no domingo, 3, Zema reconheceu a importância do programa, mas ponderou que é preciso barrar o crescimento no número de beneficiários adultos que, segundo ele, poderiam estar trabalhando.
Não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis. Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo e, de vez em quando, faz um bico para complementar a renda
O ex-governador disse ainda que pretende condicionar a permanência no programa à busca por emprego. De acordo com sua proposta, o beneficiário receberia ofertas de trabalho e poderia recusar apenas uma delas sem perder o acesso ao auxílio. “A primeira [proposta de emprego] você pode recusar. A segunda, não”, afirmou
Trabalho infantil
Romeu Zema se envolveu em uma outra polêmica antes da declaração contra o Bolsa Família. Na última sexta-feira, 1, Dia do Trabalho, ele defendeu que crianças também exerçam atividades remuneradas.
Em entrevista a um podcast, Zema, que também é empresário, criticou as leis e proibições que versam sobre o tema no Brasil, e citou os Estados Unidos como exemplo.
“Hoje não sei, mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário. Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, disparou Zema.
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No Brasil, o trabalho infantil no Brasil é totalmente vetado até os 13 anos, com a possibilidade do adolescente exercer a função de menor aprendiz entre 14 anos e 15 anos.
Entre 16 anos e 17 anos, há uma permissão para trabalho, desde que as atividades exercidas não coloquem o adolescente em situação de risco.
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