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REAÇÃO

CEO da Atlas reage após TSE suspender pesquisa desfavorável a Flávio

Kássio Nunes Marques diz que questionário induziu respostas

Anderson Ramos
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| Atualizada em
Andrei Roman durante o evento Diálogos que Transformam
Andrei Roman durante o evento Diálogos que Transformam - Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão das pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada no dia 19 de abril, que mostra queda acentuada das intenções de voto do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O presidente do Tribunal acatou um pedido do Partido Liberal (PL), que pediu a suspensão da pesquisa sob o argumento de que o questionário foi construído para induzir respostas que prejudicaram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “extrapolando o papel de verificação da opinião pública”.

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Em análise preliminar, o ministro considerou que há elementos que indicam indução para a contaminação das respostas, entre eles a divulgação de áudio de uma conversa entre Flávio e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele destacou que a concessão da liminar parcial não indica perigo caso posteriormente se verifique a regularidade metodológica do levantamento.

A decisão liminar é do presidente do Tribunal e deve ser levada a referendo na sessão colegiada do TSE, nesta terça-feira, 9.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques - Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Sem indução

Em nota enviada à imprensa, o instituto AtlasIntel informou que está fornecendo todos os esclarecimentos e informações metodológicas solicitados sobre o estudo e acrescentou que está tranquila e confiante de que a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada.

No comunicado, a empresa afirmou que a pesquisa foi realizada sem que o áudio fosse reproduzido e negou qualquer tipo de indução das respostas aos entrevistados.

“Todo o desenho metodológico do questionário, bem como a dinâmica de aplicação do teste de áudio, foi conduzido com o rigor técnico e científico que caracteriza o trabalho da AtlasIntel, sempre orientado pelos princípios de imparcialidade, transparência, integridade metodológica e qualidade estatística dos dados produzidos”, diz um trecho do comunicado.

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O CEO da Atlas, Anderi Roman, se manifestou criticando a decisão e citando outros episódios de ataques após a divulgação de resultados de levantamentos.

”Quando mostramos Bolsonaro e Trump fortes em 2022, fomos atacados pela esquerda. Quando antecipamos a derrota de Orban na Hungria, fomos atacados pela direita. A reputação se constrói lentamente, a partir de um trabalho árduo. A realidade que se impõe hoje é que não existe uma empresa de pesquisa a nível global com a trajetória que a AtlasIntel construiu. Depois de cada ataque injusto, a AtlasIntel se consolidou mais e é justamente isso que vai continuar acontecendo”, escreveu em seu perfil no X, antigo Twitter.

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AtlasIntel Flávio Bolsonaro pesquisas eleitorais TSE

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