ELEIÇÕES 2026
Discussão sobre Lula e Bolsonaro esquenta debate em São Paulo
No Ceará, temas como segurança e saúde foram prioridades entre os dois candidatos



Pelo menos dois debates pelo Brasil, no domingo, 10, tiveram "cara de 2º turno", uma vez que apenas dois dos postulantes participaram das discussões nos estados de São Paulo e do Ceará.
Na unidade da Federação que possui a maior economia do Brasil, o evento colocou frente a frente o atual chefe do Executivo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda do governo Lula (PT), Fernando Haddad.
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A Band, emissora que realizou o debate, convidou somente os dois por conta da regra que garante participação apenas a partidos e coligações com mais de cinco representantes no Congresso.
Os principais temas do início do debate foram relacionados à segurança pública. Além disso, os concorrentes também travaram discussões sobre Jair Bolsonaro (PL) e a gestão do presidente Lula (PT) — o republicano chegou a dizer que o petista estava "muito focado" no ex-presidente.
Economia: tarifaço e privatizações
No bloco dedicado a perguntas de jornalistas, o tema em foco foi economia. O assunto foi tarifaço do governo dos EUA contra as exportações brasileiras.
"O que se espera do povo brasileiro e dos políticos brasileiros? Uma união em torno da tese de defender o território nacional", declarou Haddad.
Tarcísio, por sua vez, comentou as medidas que tomou para compensar os produtores paulistas que foram afetados, como a antecipação de créditos do ICMS e os empréstimos para os setores mais afetados.
Onda privatista
Em seguida, Haddad criticou a "onda privatista de São Paulo", citando a concessão de cemitérios, de parques, do transporte sobre trilhos e a venda da Sabesp. Ele perguntou a Tarcísio o que ele corrigiria “de seu programa voraz de privatização”.
Tarcísio preferiu dar enfoque às escolas gerenciadas pela iniciativa privada, alegando que está construindo “escolas do futuro”.
Ceará: Ciro x Elmano
No Ceará, três dos candidatos ao governo do Estado até foram convidados pela Band, mas apenas Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) compareceram — Pedro Brito (Novo) desistiu de participar.
No tema Segurança Pública, o petista questionou o tucano sobre a declaração de que estava “fora de moda” contratar policiais e comprar viaturas para combater o crime.

Ciro Gomes respondeu que facção criminosa e crime organizado não se enfrentam com aparato. "A estrutura de inteligência do estado do Ceará é frágil, não está conectado com aquilo com aquilo que há de mais sofisticado nas grandes corporações mundiais. O povo do Ceará hoje sabe que quem manda e desmanda no nosso território são as facções criminosas”, disse.
Atenção às polícias Civil e Militar
Na sequência, Ciro perguntou sobre a gestão de recursos humanos, criticou o plano de cargos e carreiras dentro da Polícia Militar do Ceará e o período que o estado ficou sem concurso para delegados de Polícia Civil.
Elmano, na resposta, afirmou que o que está sendo feito é o fortalecimento das instituições de segurança. "Eu sei que falta muita coisa para fazer. Para minha esperança, do trabalho que estamos realizando, o presidente Lula aprovou a lei antifacção, porque agora nós temos uma lei à altura”, afirmou.
Processo de interiorização da saúde
Na saúde, Elmano questionou Ciro sobre o processo de interiorização do setor. O tucano citou sua experiência como secretário estadual de Saúde para apontar as realizações no segmento.
“A minha concepção é botar as coisas para funcionar. Eu fui secretário de Saúde. Lá em Quixeramobim, a placa do hospital tem meu nome porque eu quem botei pra funcionar no governo do Cid [Gomes, ex-governador]. Aí ele [Elmano] bota na conta dele. Eu fui o secretário que escolheu Limoeiro [do Norte] para estabelecer o [Hospital] Regional. Eu botei para funcionar o de Sobral. O [hospital] do Cariri custa R$ 250 milhões”, afirmou Ciro.
Influência de cabos eleitorais
Na sequência, Ciro perguntou sobre a influência de "cabos eleitorais" na gestão de hospitais e policlínicas do estado. O petista abordou os avanços na saúde cearense durante a sua gestão e aproveitou para alfinetar o adversário.
“Você devia pesquisar quem são os diretores dos nossos hospitais para você ver a qualidade que o nosso povo é atendido. À sua época [como governador], esse estado fazia 60 mil cirurgias por ano. Sabe quanto faz agora? No ano passado, 165 mil cirurgias”, rebateu Elmano.
Acompanhe a sabatina com o candidato ao Senado, João Roma, promovida pelo grupo A TARDE, nesta segunda-feira, 10.


