ELEIÇÕES 2026
Humorista desafia justiça e republica post sobre Nossa Senhora Aparecida
"Família miliciana odeia mulher preta", escreveu Antônio Tabet



O humorista Antonio Tabet voltou a publicar, na noite de quarta-feira, 30, uma mensagem nas redes sociais que relaciona a imagem de Nossa Senhora Aparecida à família Bolsonaro.
A nova postagem ocorreu após o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconsiderar parte de seu voto e liberar especificamente o conteúdo publicado pelo humorista.
A decisão de Mendonça, porém, manteve a retirada de publicações que associem diretamente o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), à informação falsa de que ele teria articulado a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Leia Também:
"Terceira vez que vai ao ar", ironiza humorista
Na nova publicação, Tabet repetiu uma frase que já havia sido compartilhada anteriormente: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
O humorista afirmou que o conteúdo havia sido retirado do ar em duas ocasiões anteriores. Segundo ele, esta é a terceira vez que a mensagem é publicada. “É a terceira vez que este post vai para o ar”, escreveu Tabet.
É a terceira vez que este post vai para o ar. Na primeira vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets. Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets.
— Antonio Tabet (@antoniotabet) October 1, 2026
Agora, se Deus e a democracia quiserem, ela nunca mais sai daí.
Recomeçamos do zero. Mas…
De acordo com o humorista, a primeira remoção ocorreu quando a publicação tinha mais de 2 mil compartilhamentos. Na segunda vez, segundo ele, o conteúdo já se aproximava de 30 mil compartilhamentos.
TSE mantém veto a posts que ligam Flávio a Nossa Senhora Aparecida
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite de quinta-feira, 30, manter a proibição de publicações que afirmem que o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), propôs, apoiou ou articulou a possibilidade de retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
A decisão foi tomada pelo plenário virtual da Corte, após uma disputa judicial iniciada quando passou a circular nas redes sociais a informação falsa de que Flávio, se eleito presidente, retiraria o título da santa.
Os sete ministros do TSE votaram pela remoção das publicações que façam essa associação. A Corte, porém, não proibiu manifestações religiosas, opiniões sobre Nossa Senhora Aparecida ou críticas à família Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro x Nossa Senhora Aparecida: como o caso chegou ao TSE
A polêmica começou em 23 de setembro, quando publicações nas redes sociais passaram a afirmar que Flávio retiraria o título de Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito presidente.
Os conteúdos usavam como referência uma declaração feita pelo candidato em agosto. Na ocasião, Flávio afirmou que, se fosse eleito, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Flávio levou o caso ao TSE e, na sexta-feira, 25, Mendonça determinou a remoção de mais de mil links que faziam a associação. O ministro também proibiu a republicação do conteúdo ou de “narrativa equivalente”, com previsão de multa para o descumprimento.
A decisão provocou uma nova disputa judicial. Dois dias depois, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a ordem de Mendonça e liberou as publicações.
Na segunda-feira, 28, porém, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação de Mendonça. O caso voltou, então, a ser analisado pela Justiça Eleitoral.


