ELEIÇÕES
Liberdade de Bolsonaro vira bandeira de candidatos a presidente
Ex-presidente está preso por tentativa de golpe de Estado



Condenado em 2025 por ter liderado a trama que tinha como objetivo executar um golpe de Estado no Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece preso e inelegível. Sua liberdade, no entanto, virou uma das principais bandeiras da campanha presidencial deste ano.
Alguns dos principais nomes da direita na corrida eleitoral abraçaram a pauta, com a promessa de 'pacificação' do país para os próximos anos. Entre os candidatos, está Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, ungido por ele para tentar levar a família novamente ao Palácio do Planalto.
Candidato ao Planalto pela primeira vez, Flávio tem levantado a pauta desde 2025, antes de ser escolhido pelo bolsonarismo para a missão presidencial.
O senador, que tem aparecido na segunda colocação nas pesquisas AtlasIntel, tem também prometido anistia aos presos pela invasão aos prédios dos Três Poderes, em janeiro de 2023.
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Na mesma linha, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem levantado a bandeira de perdoar os condenados pela tentativa fracassada de golpe de Estado pós-eleições de 2022.
Segundo Caiado, em declarações recentes, o objetivo é estabilizar o cenário político do país, marcado por intensa polarização e constantes crises nas duas últimas décadas.
Apesar dos acenos, Caiado tem criticado a possível influência de Bolsonaro na campanha de Flávio e em um eventual governo.
Ex-governador de Minas Gerais e também na disputa pelo Planalto, Romeu Zema (Novo) é mais um a falar sobre o perdão a Bolsonaro e demais envolvidos na trama golpista.
O mineiro também tem subido o tom às críticas feitas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu. Precisamos passar uma borracha e olhar para o futuro. No que depender de mim, será feito [o indulto a Bolsonaro]", disparou em junho, ao oficializar sua candidatura ao Planalto.
Bolsonaro condenado
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, em setembro de 2025, por crimes que envolvem a tentativa de golpe de Estado após a eleição presidencial de 2022.
Por conta dos problemas de saúde apresentados pelo ex-presidente, o Supremo Tribunal concedeu, de maneira provisória, a prisão em caráter domiciliar, que pode ser revogada após os prazos estabelecidos pela Corte.


