ELEIÇÕES
Lula promete combate ao crime, mas sem “matar 100 ou 200”
Presidente e candidato à reeleição participou de comício neste sábado, 22



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 22, durante ato político em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, que o combate à criminalidade será marcado pela prioridade na prisão de criminosos.
Ao lado do candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD), o petista criticou ações que, segundo ele, tenham como foco apenas operações de grande impacto e elevado número de mortes.
Lula fala em devolver territórios à população
Durante o discurso, Lula afirmou que o objetivo de sua política de segurança será garantir que espaços públicos e comunidades voltem a ser ocupados pela população. “Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200, não! Vamos prender”, declarou o presidente.
Na sequência, Lula citou ruas, vilas, escolas e estabelecimentos comerciais para defender que esses locais não sejam controlados por criminosos. “A rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é dos bandidos”, afirmou.
O presidente também declarou que o governo pretende retirar organizações criminosas de áreas dominadas por elas. “Nós vamos tirar o bandido do território de vocês”, disse.
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PEC da Segurança Pública
Lula também mencionou a PEC da Segurança Pública encaminhada ao Congresso Nacional. Segundo o presidente, caso a proposta seja aprovada pelo Senado, haverá condições para a criação do Ministério da Segurança Pública e para o fortalecimento das polícias Federal e Rodoviária Federal.
A proposta também prevê, de acordo com Lula, a atuação de uma Força Especial Federal no enfrentamento ao crime organizado nos estados.
O discurso no Rio fez referência indireta à Operação Contenção, realizada em 28 de outubro de 2025 pelas polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A operação mobilizou aproximadamente 2.500 agentes em uma ação contra o Comando Vermelho e terminou com 121 mortos, sendo considerada a operação mais letal da história do estado.
Ato reuniu aliados
Além de Lula e Eduardo Paes, participaram do evento a primeira-dama Janja, os senadores Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Durante o ato, Paes reforçou a parceria política com o PT, iniciada em 2008. O ex-prefeito do Rio afirmou que a disputa eleitoral de 2026 tem como objetivo “vencer a eleição”, e não apenas “marcar posição”.
Lula também fez um agradecimento ao que chamou de “governador interino” do Rio pelo início de uma “limpeza” no estado. A declaração foi direcionada a Ricardo Couto, desembargador que assumiu o governo fluminense em março de 2026, após a renúncia de Cláudio Castro (PL).
Castro foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficou impedido de disputar cargos públicos pelo período de oito anos.


