ELEIÇÕES
Preso e com candidatura barrada, Binho Galinha recebe mais de 23 mil votos
O deputado está preso preventivamente desde outubro de 2025



Mesmo preso preventivamente e com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), recebeu 23.469 votos na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), realizada neste domingo, 4.
A votação, no entanto, aparece no sistema eleitoral como anulada sub judice. Isso significa que a validade dos votos ainda depende do desfecho do processo que discute a situação da candidatura.
Candidatura foi indeferida
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) indeferiu o registro da candidatura de Binho Galinha em setembro e manteve a decisão após analisar recurso apresentado pela defesa. Mesmo com o registro barrado, ele permaneceu na disputa enquanto o processo seguia em análise na Justiça Eleitoral.
A decisão eleitoral ocorreu após pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou suposta ligação do parlamentar com uma organização criminosa. A ação citou processos criminais e sustentou que Binho ocuparia posição de liderança no grupo.
Prisão e condenação
Binho Galinha está preso preventivamente desde outubro de 2025, em um desdobramento da Operação El Patrón, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa e crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.
Em julho deste ano, o deputado também foi condenado a mais de 36 anos de prisão por crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal.
O que acontece com os votos?
O destino dos 23.469 votos ainda depende da decisão definitiva sobre o registro de candidatura. Caso o indeferimento seja revertido, a votação poderá ser validada. Se a decisão for mantida, os votos permanecerão anulados, conforme as regras eleitorais aplicáveis ao caso.
A defesa de Binho Galinha contesta as acusações e recorreu da decisão que barrou o registro. Os advogados também questionam a utilização das investigações e a validade de parte das provas apresentadas no processo eleitoral.