ELEIÇÕES
Rui Costa projeta vantagem de 5 milhões de votos para Lula na Bahia
Ex-ministro participou de plenária do PGP em Cajazeiras


O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira, 16, que a Bahia pode ampliar a vantagem obtida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial e alcançar uma diferença de cinco milhões de votos.
A declaração foi feita durante uma plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada no bairro de Cajazeiras, em Salvador.
“Se, em 2022, foram quatro milhões de votos de frente, escrevam: nós vamos dar, este ano, cinco milhões de votos de frente ao presidente Lula”, declarou Rui.
Segundo o ex-ministro, a Bahia registrou a maior vantagem proporcional para Lula nas eleições de 2022, resultado que, segundo ele, foi reconhecido nacionalmente.
“A Bahia foi comentada no Brasil inteiro. Foi a maior diferença a favor do presidente em 2022”, afirmou.
Retomada de obras federais
Ao justificar a projeção eleitoral, Rui Costa citou a retomada de obras de habitação, educação e saúde pelo governo federal.
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“Quando eu sentei na cadeira de ministro, nós encontramos 87 mil casas paralisadas, 4,5 mil obras de escolas e 6,5 mil obras de hospitais e postos de saúde paralisadas. E nós retomamos todas elas”, disse.
Para Rui, um novo resultado favorável a Lula representaria reconhecimento pelos investimentos realizados nos últimos anos.
“Como gratidão ao que Lula fez nesses três anos e meio, mas também porque a gente vai querer mais. A gente vai querer mais porque o povo precisa de mais”, acrescentou.
Críticas ao grupo de ACM Neto
Durante o evento, o ex-ministro também criticou o grupo político liderado por ACM Neto, principal adversário do PT na Bahia, e associou o grupo ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Essa gente tem desprezo pela periferia e pela população mais simples”, afirmou.
Rui relembrou ainda o leilão do transporte público realizado durante a gestão de ACM Neto na Prefeitura de Salvador e afirmou ter alertado sobre os impactos da medida.
“Eu disse: não faça isso, prefeito, porque o povo de Salvador é pobre, a renda é baixa. Se você arrecadar R$ 400 milhões para colocar no caixa da Prefeitura, as empresas de ônibus vão cobrar isso na passagem ou com a queda da qualidade do serviço”, declarou.
Segundo o ex-ministro, a decisão contribuiu para a crise financeira das empresas de ônibus e para a piora do serviço prestado à população.


