
Em tempos de desinformação, o eleitor precisa estar atento: nem toda pesquisa de intenção de voto que circula nas redes sociais é verdadeira ou foi registrada na Justiça Eleitoral.
Para garantir a transparência e a integridade das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) estabelecem regras rígidas para a divulgação desses levantamentos.
A principal delas é a obrigatoriedade de que toda pesquisa de opinião pública seja registrada na Justiça Eleitoral pelo menos cinco dias antes da divulgação.
A fiscalização dessas pesquisas integra o conjunto de medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para combater a desinformação durante o período eleitoral.
Segundo o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, esse é um dos principais focos da Corte nas eleições de 2026. O compromisso foi firmado durante a sua posse para o biênio 2026-2028.
"O TSE, para esse ano, editou 14 resoluções que endurecem o sistema contra a desinformação. Combateremos a desinformação, as notícias falsas, para que tenhamos eleições transparentes, seguras e céleres"
Se você recebeu uma pesquisa sem número de registro, desconfie. Para ajudar a identificar se o levantamento é verdadeiro, o A TARDE preparou um guia.
Confira:
O que fazer para consultar o “RG” da pesquisa?
O principal mecanismo de verificação é o Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), disponível nos portais do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE).
Para confirmar se uma pesquisa é oficial, o eleitor deve seguir alguns passos:
- Acesse o sistema de Consulta às Pesquisas Registradas;
- Utilize filtros como o número de identificação (ex.: BA-XXXXX/2026), o nome do instituto responsável ou o município;
- Compare as informações. Se o número não existir no sistema ou os dados divulgados nas redes sociais forem diferentes dos registrados oficialmente, a pesquisa pode ser falsa ou irregular.
O que uma pesquisa oficial deve informar?
De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, toda pesquisa divulgada deve apresentar obrigatoriamente:
- período de realização da coleta de dados;
- tamanho da amostra (quantidade de eleitores entrevistados);
- margem de erro e nível de confiança estatística;
- nome do instituto responsável e do contratante;
- número de registro gerado pelo TSE.
Pesquisa ou enquete? Saiba a diferença
É importante não confundir pesquisas registradas com consultas informais feitas na internet.
- Pesquisa eleitoral: utiliza metodologia estatística, plano amostral representativo e registro obrigatório na Justiça Eleitoral.
- Enquete ou sondagem: é uma consulta informal realizada em sites ou redes sociais, como Instagram e WhatsApp, baseada na participação espontânea dos usuários.
Atenção: durante a campanha eleitoral, o TSE proíbe a divulgação de enquetes. Apresentar uma enquete como se fosse uma pesquisa oficial pode configurar fraude.
Encontrou uma pesquisa suspeita? Saiba o que fazer
O combate à desinformação também depende da população. Ao identificar um levantamento suspeito:
- Não compartilhe artes, vídeos ou mensagens sem número de registro;
- Faça prints e reúna os links da publicação;
- Encaminhe a denúncia ao Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da plataforma MPF Serviços, ou pelos canais da Ouvidoria do TRE-BA.
