ELEIÇÕES 2026
Vídeo: Michelle reage a veto da Justiça e esconde foto de Bolsonaro
Restrição está relacionada à decisão do ministro Alexandre de Moraes



A candidata ao Senado pelo Distrito Federal e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou a proibição do uso de fotos ou vídeos do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua propaganda eleitoral.
Em publicação feita no Instagram na segunda-feira, 21, Michelle afirmou que foi impedida de utilizar a imagem do ex-presidente durante a campanha.
“Eu fui proibida de mostrar a imagem do meu marido na minha propaganda eleitoral”, declarou.
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No vídeo, Michelle aparece ao lado de uma foto de Jair Bolsonaro e cobre o rosto do ex-presidente. Em seguida, afirma que a decisão não mudaria a história do casal.
“Como mulher, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, afirmou.
Michelle também declarou que Bolsonaro está “preso, isolado e com a voz silenciada”. Segundo ela, o ex-presidente “governou para o povo, enfrentou poderosos e, por isso, está sendo injustamente perseguido”. As afirmações fazem parte da manifestação da candidata.
Decisão da Justiça Eleitoral
A publicação foi feita quatro dias após o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) determinar a suspensão de uma propaganda de Michelle que utilizava imagens ao lado de Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a decisão ocorreu após representação apresentada à Justiça Eleitoral.
A restrição está relacionada a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu limitações à divulgação de manifestações político-eleitorais envolvendo Jair Bolsonaro durante o período definido na decisão.
A propaganda eleitoral das Eleições 2026 está sujeita às regras estabelecidas pela legislação e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Condenação de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Em março de 2026, Alexandre de Moraes concedeu ao ex-presidente prisão domiciliar humanitária, inicialmente pelo prazo de 90 dias, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Em julho, Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária, considerando a evolução do quadro clínico e a ausência de falta grave.


