EM PAUTA
Futuro da Saúde na Bahia é tema de nova edição do Em Pauta, do Grupo A TARDE
Encontro da série especial irá discutir, amanhã, os avanços e desafios do cuidado na área da saúde


Uma população que envelhece, novas tecnologias na rotina, custos crescentes e uma demanda que exige mais de hospitais, profissionais e gestores. As mudanças na forma de cuidar e o desafio de tornar a saúde mais eficiente sem perder de vista quem está do outro lado do atendimento estarão amanhã na mesma mesa de discussões.
O futuro da saúde na Bahia vai conduzir mais uma edição do Em Pauta, série de encontros promovida pelo Grupo A TARDE que aproxima o poder público e a iniciativa privada para discutir setores estratégicos para o desenvolvimento do estado.
Com o tema “O futuro começa no cuidado”, o Saúde Em Pauta será realizado das 14h30 às 18h30, no auditório do Sebrae, no Costa Azul, em Salvador. Fechado para convidados, o encontro reunirá cerca de 100 pessoas, entre representantes do setor de saúde, empresários, gestores públicos e lideranças.
A conversa vai partir do cenário atual da saúde e dos gargalos do setor, passando pelas transformações trazidas pela tecnologia, inovação e por novos modelos de gestão, até chegar às oportunidades dessa cadeia na Bahia. Investimentos, qualificação, saúde e bem-estar no trabalho e perspectivas para os próximos anos também estarão entre os temas na discussão, mediada pelo jornalista Jefferson Beltrão, do Grupo A TARDE.
Parte da pressão sobre o setor começa antes mesmo da porta dos hospitais e consultórios. Tal como o Brasil, a Bahia está envelhecendo. Em 2010, havia 28,3 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de até 14 anos no estado. Em 2022, essa relação chegou a 52,6, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pouco mais de uma década, portanto, o índice de envelhecimento praticamente dobrou.
Uma mudança que amplia a necessidade de cuidados, sobretudo diante das doenças crônicas, que exigem acompanhamento contínuo e colocam prevenção, diagnóstico e qualidade de vida ainda mais no centro da assistência.
Essa transformação no perfil da demanda ocorre em um setor que saiu da pandemia ainda mais pressionado. A Covid-19 expôs a importância da capacidade hospitalar, da vigilância e da integração entre diferentes níveis de atenção, mas também acelerou mudanças.
Telemedicina, prontuários eletrônicos, inteligência artificial, exames cada vez mais precisos e novas ferramentas de gestão passaram a ocupar mais espaço na rotina de pacientes e profissionais. A incorporação dessas tecnologias amplia as possibilidades de cuidado, mas também traz para hospitais e gestores o desafio de absorver a inovação em escala, com qualidade e dentro de uma operação que já mobiliza custos elevados.
Leia Também:
Os números ajudam a dimensionar o tamanho dessa operação. No Brasil, os gastos com saúde devem alcançar US$ 98 bilhões no setor público e US$ 122,3 bilhões no privado em 2026, segundo projeção do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste. Os recursos atravessam uma cadeia extensa, que reúne o Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde suplementar e os serviços particulares, envolvem hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios, serviços de diagnóstico e profissionais de várias especialidades, fornecedores e empresas de tecnologia.
Na Bahia, a dimensão dessa cadeia também aparece na quantidade de negócios e de pessoas que vivem da atividade. Dados do Observatório do Sebrae mostram que, em 2025, cerca de 39 mil estabelecimentos ligados às atividades de atenção à saúde humana reuniram mais de 178 mil empregados. O setor aparece como o primeiro entre os serviços que mais empregam no estado, à frente, inclusive, das atividades de educação e alimentação.
Mas o tamanho e a diversidade dessa cadeia ajudam também a multiplicar os desafios. Custos crescentes, formação e qualificação de profissionais, incorporação de novas tecnologias, eficiência na gestão e bem-estar de quem trabalha no setor dividem espaço com uma demanda que muda de perfil.
É a partir desses desafios e dos diferentes lugares dessa cadeia que os cinco painelistas vão levar suas perspectivas ao Saúde Em Pauta. Participam do encontro o subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa; o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (AHSEB), Mauro Adan; a gestora regional do Grupo Sabin, presidente do LIDE Saúde Bahia e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Agnaluce Moreira; a gerente de Promoção da Saúde do SESI Bahia, Luísa Lima; e a analista técnica do Núcleo de Saúde Corporativa do Sebrae Bahia, Márcia Joau.
A conversa terá três momentos, com espaço também para a participação da plateia, que poderá encaminhar perguntas aos convidados. O encontro presencial é uma das frentes do Em Pauta. Cada tema também ganha uma produção editorial própria, com conteúdos distribuídos pelas diferentes plataformas do Grupo A TARDE antes e depois dos encontros. Ainda neste ano, o calendário terá edições dedicadas ao Comércio, em novembro, e ao Agro, em dezembro. A programação continua em 2027.
O Saúde Em Pauta é realizado pelo Grupo A TARDE e conta com apoio do Sebrae Bahia, SESI Saúde, Sabin Diagnóstico e Saúde e Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia.


