CONFISSÃO
Anitta desabafa sobre cobranças por posicionamento político
Cantora também falou sobre o medo por trás de sua religião


Anitta abriu o coração e falou sobre as cobranças impostas por seus fãs e seguidores nas redes sociais. Apoiadora do presidente Lula na última eleição presidencial, a cantora afirmou que levou um tempo para se sentir segura em expressar seu posicionamento político de maneira pública.
“Houve um momento político no Brasil onde me foi cobrado muito, e eu fui muito apedrejada e atacada por estar em silêncio. Só que eu, nessa época, estava fazendo santo. E, quando a gente faz isso, a gente fica ali, guardadinha, por um mês”, disse ela, em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
“Você não tem informação de pessoas, ninguém fala para você o que está acontecendo, você não fica com o telefone na mão. Você fica em retiro por um mês. Então, não faz ideia do que está acontecendo”, relembrou.
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A famosa ainda afirmou que tinha medo de expor sua religião para o público, devido ao preconceito. “Porque tem isso, né? Você tem que sair do armário. Eu não tinha saído do armário ainda porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender... Aí, imagina, eu comecei sem dinheiro, não tinha casa, não tinha nada. Imagina o medo”, relatou.
“Se descobrirem que eu sou macumbeira, acabou. Só que, ao mesmo tempo, estava todo mundo me trucidando porque eu fiquei em silêncio por muito tempo. Como é que eu explico que eu fiquei em silêncio?”.
Anitta diz que demorou para se posicionar contra Bolsonaro em 2018 porque estava “fazendo santo”:
— poponze (@poponze) August 11, 2026
“Eu estava sendo apedrejadíssima por esse silêncio. Só que, nessa época, eu estava fazendo santo. E quando a gente faz isso, você fica ali guardadinho por um mês.” pic.twitter.com/f3VsMk0KCV
Por fim, Anitta declarou seu apoio ao candidato do PT, mas sem obrigar os fãs a seguirem a mesma opinião que ela. “Comecei a focar muito na questão ambiental, na questão política, mas nunca na questão política das pessoas seguirem o que eu penso ou o que eu acho, mas [incentivo] buscar informação, acho que isso que é o libertador”, disparou.
“Não quero que ninguém vote que nem eu, não quero que ninguém tenha a mesma crença que eu ou a mesma religião que eu, mas eu gostaria que as pessoas buscassem informação e fizessem as suas escolhas a partir da própria interpretação, da própria opinião”, concluiu.


