ATRASO NO PAGAMENTO
Adversário do Vitória na Série A deve R$ 6 milhões a jogadores e comissão
O Remo conseguiu o acesso à Série A, mas vem carregando consigo uma dívida no pagamento das premiações

O encontro entre Vitória e Remo nesta quarta-feira, 28, representa uma conquista gigantesca para o amazonense antes mesmo do apito inicial. Após passar 35 anos longe da Série A, o time finalmente poderá sentir novamente o que é entrar em campo em uma partida da primeira divisão - mas os problemas estão longe de acabar.
A tão sonhada conquista do acesso trouxe consigo também a responsabilidade de pagar as premiações prometidas a todos os envolvidos no feito, que o clube não vem cumprindo. Ainda em atraso, o Rei da Amazônia já soma cerca de 6 milhões de reais em dívidas, segundo o jornalista Lucas Rossafa.
Leia Também:
Esse valor soma dívidas com jogadores, comissão técnica e funcionários. A primeira promessa feita pelo presidente Antônio Carlos Teixeira era de que os pagamentos seriam efetuados antes do Natal, o que não aconteceu.
Enquanto aguarda o repasse de recursos da Libra, o clube precisa quitar os débitos de 2025 antes mesmo de discutir novas premiações relativas à temporada atual.
Acesso garantiu premiação da CBF
O atraso contrasta com o reforço financeiro assegurado pelo desempenho esportivo. Com o retorno à Série A após 31 anos, o Remo garantiu R$ 1,5 milhão em premiação paga pela CBF às equipes que conquistaram o acesso na Série B, junto ao campeão Coritiba, o Athletico-PR e a Chapecoense.
A confirmação veio no dia 23 de novembro de 2025, após a vitória por 3 a 1 sobre o Goiás, combinada com a derrota do Criciúma para o Cuiabá. O Remo encerrou a competição com 62 pontos, fruto de 16 vitórias, 14 empates e 8 derrotas, assegurando vaga entre os quatro melhores.

O campeão da Série B foi o Coritiba, que recebeu R$ 3,5 milhões, enquanto Athletico-PR, Chapecoense e Remo ficaram com R$ 1,5 milhão cada pelo acesso.
Projeções para 2026
Além da premiação imediata, a Série A representa aumento na cota de TV, maior visibilidade nacional, valorização de patrocínios e novas oportunidades comerciais para 2026.
Na teoria, o Remo deveria estar vivendo um de seus melhores momentos não só no campo como também no financeiro, mas o atraso no pagamento das bonificações ameaça transformar o alívio financeiro em problema de gestão.
Agora, o desafio é alinhar o sucesso esportivo à responsabilidade financeira, para que a festa do retorno à elite não seja prejudicada por pendências de outros setores.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




