PÓDIO FEMININO
Aos 17 anos, bicampeã fica atrás apenas de Ana Marcela na Travessia
Vitória, de apenas 17 anos, é vice-campeã, perdendo apenas para a campeã olímpica Ana Marcela

Por Marina Branco e Beatriz Amorim

A edição de 70 anos da Travessia Mar Grande–Salvador já guardava uma promessa na prova feminina, que esperadamente coroou a campeã olímpica Ana Marcela Cunha. No entanto, mais talentos surgiram no mar soteropolitano, e um deles chegou a brilhar com o vice da prova.
O destaque do dia ficou com Victoria Beatriz Rosário, de apenas 17 anos, vencedora da prova nos últimos dois anos, que foi vice-campeã atrás apenas de Ana Marcela, e com a experiente Claudine Conceição, que completou o pódio com mais uma performance consistente.
Victoria marcou 2h32min30s, enquanto Claudine concluiu a travessia em 2h37min33s, subindo ao pódio lado a lado com a campeã olímpica e heptacampeã da prova.
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17 anos, terceiro pódio consecutivo e maturidade de veterana
Aos 17 anos, Vitória já se transformou em um dos grandes nomes da maratona aquática baiana. A jovem voltou ao pódio da Travessia Mar Grande–Salvador, seu terceiro consecutivo, e viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao dividir parte do percurso com sua maior referência.

"É um sentimento muito bom. Essa travessia é diferente das competições que costumo fazer. A linha é reta, depende da maré, da corrente. Gostei muito da prova e pude estar pelo menos no começo com a minha maior referência, que é a Ana Marcela. Fiquei realmente feliz e realizada", celebrou.
Lendo as condições climáticas que mudaram no meio da travessia, Victoria se destacou como um talento promissor para o presente e futuro da prova, onde ela garante que estará presente. "Sim, tenho pretensão de estar aqui em 2026. Essa prova é especial e quero continuar evoluindo nela", afirmou.

Força, experiência e mais um pódio na Baía
Logo atrás, mais uma atuação segura deu a Claudine Conceição o terceiro lugar do pódio com o tempo de 2h37min33s. Veterana nas águas abertas da Bahia, Claudine destacou o quanto a preparação anual pesa na conquista.
"O sentimento é muito bom. A gente passa o ano todo se preparando para essa prova, que exige muita batalha para chegar. Hoje o mar estava mais tranquilo no início, mas no meio começou a chover e mexeu bastante", contou.
Determinada e ambiciosa, ela já mira 2026 e, é claro, o topo. "Pretendo estar aqui em 2026, e agora vou buscar o primeiro lugar", projetou.

O pódio feminino da edição de 70 anos resumiu perfeitamente o espírito da Travessia Mar Grande–Salvador. Dividido entre juventude promissora e experiência sólida, as mulheres seguiram a bússola da campeã olímpica que nadou duas vezes o percurso, ultrapassando os desafios impostos pela chuva que movimentou o mar durante o percurso.
Futuro da Travessia
A Travessia Mar Grande–Salvador, a competição de águas abertas mais antiga em atividade no mundo, deve ganhar novo formato em 2026, crescendo para dois dias de prova, um masculino e um feminino, e capacidade ampliada para 360 atletas, segundo a organização.
A travessia é realizada pelo Grupo A TARDE e A TARDE FM, com produção da Viramundo e organização da Ambiance Esporte, além da arbitragem da FBDA.
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