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Bia Ferreira anuncia retorno ao boxe e foca em novos títulos: "Vou zerar o game"

Bicampeã mundial retorna ao boxe olímpico, projeta olimpíadas de 2028 e mantém carreira híbrida

Luiz Teles e Redação
Por Luiz Teles e Redação
| Atualizada em

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Bicampeã mundial retorna ao boxe olímpico
Bicampeã mundial retorna ao boxe olímpico -

A bicampeã mundial Bia Ferreira está de volta ao boxe olímpico e com discurso de quem ainda quer escrever novos capítulos. Após um período focada no profissional, a atleta baiana confirmou participação no Campeonato Brasileiro, que começa no dia 29 de abril, em Foz do Iguaçu (PR), representando a Bahia.

Em entrevista ao portal A Tarde, ela abriu o jogo sobre o retorno, o futuro no esporte e deixou claro: a pausa nunca foi uma despedida.

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“Nunca foi adeus”

A decisão de voltar ao boxe olímpico pode ter surpreendido parte do público, mas não quem acompanha a rotina da atleta. Segundo Bia Ferreira, o vínculo com o amador sempre permaneceu.

“Nunca senti que foi uma despedida, mas só um até logo”, afirmou.

A lutadora explicou que o período no profissional foi importante para evolução, mas reforçou que sua trajetória no olímpico é longa e consolidada.

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Disputa interna e olho em 2028

De volta à categoria até 60 kg, Bia Ferreira reconheceu o crescimento de Rebeca Lima, atual destaque da divisão, e valorizou a parceria entre as duas ao longo dos anos.

“Fico muito feliz de ver que agora ela está colhendo os frutos”, disse.

Sobre o futuro, a baiana não descarta mudanças de categoria, mas adota cautela ao projetar os próximos passos rumo aos Jogos de Los Angeles 2028.

Profissional segue no radar

Mesmo com o retorno ao olímpico, a atleta não pretende abandonar o boxe profissional. Ex-campeã mundial dos leves pela IBF, ela perdeu o cinturão na última luta, em dezembro, para a turca Elif Nur Turhan, mas garante que o objetivo de reconquistar o título segue vivo.

“Com certeza quero reconquistar meu título, e defendê-lo várias vezes”, afirmou.

Rotina intensa e adaptação

Desde janeiro, Bia Ferreira retomou a rotina de treinos com a equipe olímpica, com atividades em dois períodos por dia. Ela destacou as diferenças entre os dois formatos de competição e revelou sentir falta do ambiente coletivo.

Atualmente, a preparação acontece em Foz do Iguaçu, onde a equipe participa de um período de treinos intensivos com estrutura montada para o grupo.

“Quero zerar o game de novo”

Aos 33 anos, a atleta reconhece que já construiu uma carreira vitoriosa, mas não demonstra qualquer sinal de desaceleração. Pelo contrário: a ambição segue como combustível.

“Brinco que já consegui zerar o meu game, mas a gente sempre quer mais um pouquinho”, disse.

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Mensagem para a Bahia

Ao falar com os fãs, Bia Ferreira reforçou a ligação com o estado e garantiu que a motivação vem também do apoio que recebe.

“Espero dar muito orgulho a todos que torcem por mim e acreditam no meu trabalho. Se Deus quiser, vai ter muito pódio e medalhas ainda para comemorar”, afirmou.

De volta ao ringue, ela resume o momento com entusiasmo: “Vamo pra cima!”.

Confira a entrevista completa ao Jornal A TARDE

Você pegou muita gente de surpresa com o anúncio de sua volta ao boxe olímpico e a disputa do Campeonato Brasileiro, no final deste mês, defendendo a Bahia. Como se deu esse processo e quais foram os principais motivos da decisão?

"É de surpresa para alguns, mas quem me conhece, quem está convivendo comigo dia a dia, sabe que eu nunca me despedi do Olímpico. Eu estava apenas me dedicando ao profissional. Fiquei um ano totalmente dedicada a aprender, mas a minha praia, estou muito mais acostumada com o Olímpico, há muito tempo, nove anos, lutando sempre. E foi muito bom, acho que foi necessário dar essa descansada. Nunca senti que foi uma despedida, mas só um até logo."

Após a sua saída da seleção, Rebeca Lima ocupou o posto de número 1 na categoria até 60 kg, tornando-se campeã mundial. Sua volta, para este Brasileiro, é na mesma categoria, mas se fala nos bastidores que você pode subir para a meio-médio ligeiro (até 65 kg). Como você enxerga esse processo visando LA 2028?

"Rebeca é uma atleta muito talentosa e a gente dividiu muito os treinamentos nos ringues. Ela foi a minha reserva durante muito tempo e me ajudou bastante a conseguir vários títulos. Fico muito feliz de ver que agora ela está colhendo os frutos, porque esse é o nosso trabalho. Quanto a Los Angeles 2028, tem a possibilidade de dar uma renovada nas categorias, mas em princípio o meu foco é fazer esse retorno muito bem e dar um passo de cada vez."

Você segue no boxe profissional, pelo qual foi detentora do cinturão dos leves (até 61,2kg) pela IBF, perdendo o título em sua última luta, em dezembro, contra a turca Elif Nur Turhan. Reconquistar o topo é ainda um foco para você ou vai concentrar suas forças no ciclo olímpico?

"Sim, a gente faz o planejamento [de voltar ao to-po]. Sim, pretendo ficar nas duas categorias nessa carreira híbrida, assim como eu iniciei. A gente está falando de esportes que são totalmente diferentes, mas é muito válido. A gente gosta de adrenalina e está disposta a isso. E eu fico muito feliz de estar tendo essa oportunidade de estar podendo fazer os dois, é claro, e respeitando sempre o nosso corpo, a nossa saúde. Com certeza quero reconquistar meu título, e defendê-lo várias vezes. O foco é o mesmo de antes... A gente sabe o quanto é difícil, mas não é PEAK impossível. Vamos dar um passo de cada vez, mantendo a calma, treinando bastante e fazendo o trabalho da melhor forma possível."

Como estão seus treinos?

"Estou desde janeiro com a equipe olímpica, treinando todos os dias durante dois períodos. Fiquei um ano sem essa loucura dos treinamentos do profissional, e é uma outra priorização, um outro Nunca senti que foi uma despedida do boxe olímpico, mas só um 'até logo'. Agora, é dar um passo de cada vez cansaço... Então, é bem diferente... Eu gosto de estar com um grupo e acho que eu senti bastante saudade disso. Agora, a gente veio participar de uma base. Estamos há duas semanas aqui em Foz do Iguaçu, no Paraná. A gente está num resort que tem uma estrutura fenomenal, que a CBBoxe montou e com bastante material humano de qualidade, para a gente ir se testando e poder fazer es-sa mistura. Porque boxe é isso, né? Quanto mais você treina, quanto mais você co-nhece, mais pronto você está para os seus combates."

Aos 33 anos, você ainda tem algumas boas temporadas como atleta de alto nível, mas já está mais próxima da aposentadoria que do início de carreira... Como enxerga seu futuro como pós-atleta?

"É, 33 anos, mas estou aí, na ativa e muito bem ainda. Eu acho que ainda tem bastante tempo para poder conquistar muitas coisas. Brinco que já consegui zerar o meu game', mas a gente sempre quer mais um pouquinho. Com certeza, a aposentadoria é um futuro um pouco lá para frente, e quando acon-tecer, espero estar retribuindo tudo que o esporte me proporcionou, influenciando outros atletas e ajudando um pouco outros a realizar suas metas e sonhos."

Por fim, deixe uma mensagem aos seus fãs, especialmente aos baianos.

"Espero dar muito orgulho a todos que torcem por mim e acreditam no meu trabalho. Se Deus quiser, vai ter muito pódio e medalhas ainda para comemorar. E é isso, mais uma vez vou subir no rin-gue, defendendo a bandeira da Bahia, Salvador... defendendo as mulheres. Fico feliz demais de saber que não sou só eu que acredita em mim, mas que tem um batalhão de gente. Isso me dá muita força para poder seguir. Isso é um trabalho que amo fazer, isso e não é sacrifício nenhum. Vamo pra cima! É isso!"

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