VAI PRAS OLIMPÍADAS?
Medalhista baiana cancela pausa na carreira e volta ao boxe olímpico
Bia Ferreira foi prata nas Olimpíadas de Tóquio em 2020 e bronze em Paris 2024

O boxe olímpico baiano tinha perdido um de seus maiores nomes - mas 2026 trouxe de volta um presente e, quem sabe, mais algumas medalhas nas Olimpíadas de Los Angeles.
Enquanto aguarda definições sobre sua carreira no boxe profissional, a baiana e medalhista olímpica Bia Ferreira volta ao boxe olímpico, modalidade em que construiu boa parte de sua história.
Prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024, a atleta de 33 anos vai representar a Bahia no Campeonato Brasileiro, em Foz do Iguaçu, a partir do dia 29, competindo na categoria até 60kg.
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Missão inacabada
Depois de consagrar seu nome no boxe olímpico baiano e brasileiro, Bia Ferreira decidiu focar no boxe profissional. Por lá, tudo deu muito certo - mas ainda faltava algo, uma "missão inacabada" na modalidade que a revelou para o mundo.
"Eu sentia que não tinha me despedido ainda", afirma a pugilista, que voltou a treinar com a Seleção Brasileira no início do ano para manter o ritmo competitivo.
O retorno acontece em um momento de transição. Sem contrato definido no cenário profissional, a campeã vê no circuito olímpico uma forma de seguir ativa e competitiva.
Carreira de Bia
Ídola do esporte no Brasil, Bia já acumula números impressionantes no boxe olímpico trazidos da sua primeira passagem, com 41 pódios em 42 torneios disputados, 113 vitórias, sendo 23 por nocaute, e apenas 9 derrotas.
Além disso, é bicampeã olímpica em medalhas e ex-campeã mundial, consolidando-se como uma das atletas mais dominantes da modalidade em sua geração.
No cenário nacional, também construiu um histórico forte, com títulos brasileiros em 2017, 2018, 2020 e 2022.

Problemas no profissional
A pausa parcial no boxe profissional acontece após um momento delicado na carreira. Em dezembro, Bia perdeu o cinturão mundial dos leves da Federação Internacional de Boxe (FIB), ao ser derrotada pela turca Elif Nur Turhan, em Monte Carlo.
Desde então, a lutadora aguarda uma definição contratual, seja uma renovação com a Matchroom Boxing, seja um novo acordo com outra equipe internacional.
Mesmo com o cenário indefinido, seus números no profissional seguem sólidos, com oito vitórias e uma derrota, alcançando duas defesas de cinturão da FIB.

Olímpico x profissional
A situação de Bia ilustra bem a diferença entre os dois mundos do boxe. No profissional, o atleta depende de contratos e bolsas por luta. Já no olímpico, há apoio contínuo por meio de patrocinadores e programas governamentais.
Por isso, o retorno também representa uma escolha prática para manter atividade, ritmo e estabilidade enquanto decide os próximos passos. Segundo o técnico Mateus Alves, ainda não há definição se Bia seguirá conciliando as duas carreiras ou se fará uma escolha definitiva.
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