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Brasil é o país que mais recebeu jogadores na janela de transferências

Cálculo já coloca o Brasil em primeiro mesmo sem considerar Paquetá, maior contratação da história do país

Marina Branco
Por
Lucas Paquetá assinando com o Flamengo
Lucas Paquetá assinando com o Flamengo - Foto: Reprodução | Redes Sociais

A janela de transferências do início do ano ditou o tom de todos os times do mundo para 2026 - e os brasileiros foram os que mais mudaram seus rumos. Segundo relatório divulgado pela FIFA, os clubes brasileiros desembolsaram cerca de US$ 180 milhões, equivalente a R$ 948 milhões, e fizeram do país o maior destino global de jogadores nessa janela.

Ao todo, 456 atletas chegaram ao futebol brasileiro durante a janela, número que supera com folga o segundo colocado do ranking, a Espanha, que registrou 244 contratações. Superando até mesmo centros do futebol europeu, o Brasil se consolida cada vez mais em relação a outros países da América do Sul, movimentando mais do que qualquer um o mercado do futebol.

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No entanto, mesmo liderando em número de atletas contratados, o Brasil aparece atrás apenas de dois países em valores absolutos investidos. Clubes da Inglaterra gastaram US$ 363 milhões (R$ 1,9 bilhão), enquanto a Itália soma US$ 283 milhões (R$ 1,4 bilhão). Ainda assim, os brasileiros figuram à frente de todas as outras ligas do planeta.

Vale ressaltar que o levantamento da Fifa não inclui um negócio de peso fechado após o recorte do relatório - a contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo, em transferência avaliada em 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) junto ao West Ham, que se tornou a maior da história do futebol brasileiro.

Dominando a América do Sul

Quando se observa o contexto sul-americano, a disparidade é ainda mais evidente. Somados, os outros nove países que integram a Conmebol gastaram apenas US$ 28,9 milhões (R$ 152 milhões) na mesma janela, valor muito inferior ao investimento brasileiro isolado.

O perfil das contratações também chama atenção. A maioria dos reforços chegou sem custos, sendo 351 jogadores livres no mercado, e 40 voltando de empréstimos. Assim, apenas 37 foram aquisições definitivas e 28 chegaram por empréstimo.

Gerson pelo Zenit
Gerson pelo Zenit - Foto: Divulgação I Zenit

Entre as transferências mais relevantes do período, chama atenção a compra de Gerson pelo Cruzeiro, que pagou 27 milhões de euros (R$ 167 milhões) ao Zenit. Com isso, a Rússia se tornou o principal destino do dinheiro brasileiro, concentrando US$ 48,3 milhões (R$ 230,4 milhões).

Itália, Argentina, Colômbia e Portugal aparecem na sequência, no mercado de janeiro que movimentou US$ 1,9 bilhão (aproximadamente R$ 10 bilhões) e contabilizou 5.973 transferências, número recorde e 3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Brasil também sabe vender

Além de comprar, o Brasil também foi protagonista nas vendas. A Fifa aponta que os clubes brasileiros arrecadaram US$ 155 milhões (R$ 815 milhões) com negociações, sendo a Inglaterra a principal pagante, com US$ 73,7 milhões (R$ 387,8 milhões).

A janela de transferências no país segue aberta até 3 de março. Já o segundo período de registros de 2026, que costuma movimentar mais o mercado europeu entre temporadas, está programado para ocorrer de 20 de julho a 11 de setembro.

Futebol feminino

Muito além de nações, o relatório da Fifa também destacou um avanço histórico no futebol feminino. Pela primeira vez, o mercado ultrapassou a marca de US$ 10 milhões em movimentação, entre as 427 transferências realizadas em janeiro que geraram US$ 10,8 milhões (R$ 56,8 milhões), marcando um crescimento de 85% em relação ao mesmo mês de 2025.

A Inglaterra liderou os investimentos, com US$ 5 milhões (R$ 26,3 milhões). Nesse caso, no entanto, o Brasil não se destaca, aparecendo no relatório com 15 contratações internacionais no futebol feminino, todas realizadas sem custos de transferência.

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