GRUPO DE ELITE
CBF faz maior reformulação da história da arbitragem brasileira
A Confederação criou um grupo de árbitros de elite que terão contratos da CBF a partir de março

Ano novo, temporada nova, e arbitragem nova - a Confederação Brasileira de Futebol vai promover, a partir de 2026, a maior reformulação da arbitragem já feita no país, depois de um ano de muitas críticas ao setor em 2025.
O Brasileirão passará a contar com um grupo de elite de árbitros, contratados diretamente pela entidade, com salários fixos, bônus por desempenho e foco total em performance, tecnologia e padronização de critérios.
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Ao todo, 72 profissionais vão integrar o grupo, sendo 20 árbitros centrais, 40 auxiliares e 12 especialistas exclusivos de VAR. Todos terão contratos específicos com a CBF, permitindo dedicação prioritária à função.
O investimento previsto chega a R$ 195 milhões até 2027, sendo que apenas o núcleo principal de árbitros centrais receberá R$ 24 milhões, com salários que podem alcançar R$ 30 mil mensais, além de bonificações atreladas ao desempenho.
Como a CBF chegou ao novo modelo
A profissionalização foi inspirada em experiências já consolidadas no futebol europeu e foi estruturado com foco em treinamento técnico, saúde e performance, tecnologia e governança/estrutura.
Durante o processo, árbitros e clubes foram ouvidos. Do lado dos clubes, as principais reclamações envolviam falta de critério, uso inconsistente do VAR, baixa transparência e dificuldade de compreensão das regras aplicadas em campo.
Já os árbitros apontaram a ausência de um modelo profissional unificado e a instabilidade financeira como entraves históricos à evolução da arbitragem.
Apesar da proposta de profissionalização, a dedicação exclusiva não será obrigatória. Os árbitros poderão recusar o convite, mesmo com a segurança financeira e estrutura oferecida.
Quem será escolhido?
A seleção dos nomes dará prioridade para árbitros do quadro da FIFA e focará em análise das escalas e avaliações nos Campeonatos Brasileiros de 2024 e 2025. O sistema prevê promoções e rebaixamentos anuais, com pelo menos dois profissionais deixando o grupo de elite por temporada e dois novos nomes sendo incorporados, estimulando a renovação.
Mesmo quem ficar fora da lista dos 72 ainda poderá apitar jogos da Série A caso atenda aos critérios técnicos. Já árbitros afastados por erro passarão por 28 dias de recondicionamento, atuando inicialmente na Série B e só depois voltando à primeira divisão, sem perder a remuneração fixa.
Quem são os árbitros escolhidos?
Árbitros Centrais
- Alex Stefano (CBF)
- Edina Batista (FIFA)
- Lucas Torrealba (CBF)
- Raphael Claus (FIFA)
- Anderson Daronco (FIFA)
- Felipe Lima (CBF)
- Matheus Candançan (CBF)
- Rodrigo Pereira (CBF)
- Bráulio Machado (CBF)
- Flávio Souza (CBF)
- Paulo Zanovelli (CBF)
- Sávio Sampaio (FIFA)
- Bruno Arleu (CBF)
- Jonathan Pinheiro (CBF)
- Rafael Klein (FIFA)
- Wagner Magalhães (CBF)
- Davi Lacerda (CBF)
- Lucas Casagrande (CBF)
- Ramon Abatti (FIFA)
- Wilton Sampaio (FIFA)
Auxiliares
- Alessandra Matos (CBF)
- Alex Ang (FIFA)
- Alex dos Santos (CBF)
- Alex Tmo (CBF)
- Andrey Freitas (CBF)
- Anne Kesy (FIFA)
- Brígida Cirilo (FIFA)
- Bruno Boschilia (CBF)
- Bruno Pires (CBF)
- Celso Silva (CBF)
- Cipriano Silva (CBF)
- Daniela Coutinho (CBF)
- Danilo Mainardi (FIFA)
- Douglas Pagung (CBF)
- Eduardo Cruz (CBF)
- Evandro Lima (CBF)
- Fabiani Belarmino (CBF)
- Felipe Alan (CBF)
- Fernanda Kruger (FIFA)
- Fernanda Nandrea (FIFA)
- Francisco Bezerra (CBF)
- Gizeli Casari (FIFA)
- Guilherme Camilo (FIFA)
- Jovertson Lima (CBF)
- Leila Najara (FIFA)
- Leone Rocha (CBF)
- Luanderson Lima (FIFA)
- Luiz Regozane (CBF)
- Maíra Mastella (FIFA)
- Michael Stanius (CBF)
- Nilson Junior (CBF)
- Neusa Back (FIFA)
- Rafael Alves (CBF)
- Rafael Trombeta (CBF)
- Rodrigo Correa (FIFA)
- Schumacher Gomes (CBF)
- Thiago Labes (CBF)
- Thiago Farinha (CBF)
- Tiago Diehl (CBF)
- Victor Imazu (FIFA)
Árbitros de VAR
- Caio Max (FIFA)
- Diego Lopez (CBF)
- Rodrigo Dalonso (FIFA)
- Charly Wendy (FIFA)
- Marco Aurélio (CBF)
- Rodrigo Guarizo (FIFA)
- Daiane Muniz (FIFA)
- Pablo Ramon (CBF)
- Rodrigo Sá (CBF)
- Daniel Bins (FIFA)
- Rodolpho Toski (FIFA)
- Wagner Reway (FIFA)
Novas tecnologias
Além da profissionalização da arbitragem, a CBF prevê R$ 50 milhões em investimentos no VAR nos próximos dois anos, junto a R$ 25 milhões destinados à implementação do impedimento semiautomático, que já está em fase de testes.
Outra inovação prevista é a adoção da Refcam, tecnologia já utilizada na Europa e no Mundial de Clubes, que acopla uma câmera à cabeça do árbitro e registra imagens a partir do ponto de vista do gramado.
O uso de relógios inteligentes também será implementado para coletar dados sobre treinos, sono e alimentação, criando um banco de informações semelhante ao que já existe no alto rendimento dos atletas.
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