OLIMPÍADA DE INVERNO
COI impede ucraniano de usar capacete que homenageia atletas mortos na guerra
Comitê Olímpico da Ucrânia saiu em defesa de Vladyslav Heraskevych

O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou, nesta terça-feira, 10, que o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych não poderá utilizar o capacete que homenageia vítimas da guerra contra a Rússia durante a etapa de skeleton dos Jogos Olímpicos de Inverno.
O Comitê Olímpico da Ucrânia havia solicitado anteriormente autorização para que Vladyslav competisse com o capacete, que traz homenagens a atletas ucranianos mortos no conflito desde a invasão russa em 2022.
“O COI compreende plenamente o desejo dos atletas de homenagear amigos que perderam a vida nesse conflito”, afirmou o porta-voz do COI, Mark Adams, em entrevista coletiva nesta terça-feira. “Ele fez isso durante os treinos e, nas redes sociais, expressou seus sentimentos, mas o que dissemos é que esse capacete contraria as diretrizes”, acrescentou Adams.
Exceção da regra
Segundo Mark Adams, o COI decidiu abrir uma exceção às regras e permitir que Vladyslav use uma braçadeira de cor preta durante a competição, como ato de homenagem. “Acreditamos que este seja um bom compromisso”, afirmou.
O Comitê Olímpico da Ucrânia declarou em nota a finalidade do capacete e ressaltou que o equipamento cumpre todos os requisitos de segurança e regras do COI e defendeu o uso.
"O Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia enfatiza que o equipamento cumpre integralmente os requisitos de segurança e as regras do COI, não contém publicidade, slogans políticos ou elementos discriminatórios e foi confirmado como estando dentro dos padrões estabelecidos durante as sessões oficiais de treino.”
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Homenagens realizadas
Não é a primeira vez que Vladyslav Heraskevych se manifesta contra os conflitos ocorridos em território ucraniano, nos jogos olímpicos de Pequim, em 2022, o atleta exibiu um cartaz com os dizeres “No War in Ukraine” (Sem guerra na Ucrânia).
A Carta Olímpica estabelece a regra 50.2: “Nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em quaisquer locais, instalações ou outras áreas olímpicas”. Após o inicio dos conflitos, a Rússia e seus atletas foram excluídos de competições internacionais, mas o Comitê Olímpico Internacional passou a apoiar o retorno gradual destes atletas com condições rigorosas.
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