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Conflito institucional com Textor escancara crise no Botafogo; entenda

Gestão da SAF é contestada por ex-controladora em meio à cobrança que envolve o Lyon

Lucas Vilas Boas

Por Lucas Vilas Boas

04/08/2025 - 21:53 h
John Textor
John Textor -

O Botafogo vive um momento de forte turbulência administrativa e jurídica. Duas situações diferentes envolvendo a SAF alvinegra e o empresário norte-americano John Textor, que comanda o futebol do clube, ganharam destaque nos últimos dias e escancararam uma crise que envolve transferência de ativos para o exterior, ações judiciais e uma cobrança milionária contra o Lyon, clube francês da mesma rede multiclubes.

De um lado, a Eagle Football Holding, empresa que detinha o controle da SAF do Botafogo, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro para anular uma operação interna que, segundo alega, foi feita sem seu conhecimento e que retirou seu poder de decisão sobre o clube. A acusação é de que John Textor teria atuado para transferir o controle do clube carioca para uma nova empresa chamada Eagle Cayman, registrada nas Ilhas Cayman.

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Segundo a ação, Textor aprovou, dentro do próprio Conselho de Administração da SAF, uma operação que envolve a transferência de contratos de TV, patrocínio, bilheteria e sócio-torcedor do Botafogo para a Eagle Cayman, além de um empréstimo que efetivamente retira o controle da Eagle Football sobre a SAF alvinegra.

"A situação não poderia mais ser flagrantemente ilícita, pois o que está ocorrendo no presente caso é a atuação do Presidente do Conselho de Administração do Botafogo (Sr. Textor) para esvaziar a companhia, transferir todos os seus ativos para uma empresa constituída pelo Sr. Textor nas Ilhas Cayman e, com isso, defraudar direitos e legítimos interesses da acionista majoritária, a Eagle Bidco, e do próprio Botafogo", diz a ação da Eagle Holding.

A Eagle Football é atualmente comandada por Cris Mellon, diretor nomeado por investidores, e tenta impedir que Textor siga tomando decisões unilaterais no clube.

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Prejuízo por vendas abaixo do mercado

Paralelamente à disputa pelo controle da SAF, o Botafogo também cobra na Justiça um reembolso milionário da Eagle Football por transações realizadas com o Lyon, clube francês que também faz parte da rede multiclubes de John Textor.

Segundo documentos enviados pelo próprio Botafogo ao Lyon, o clube carioca aceitou propostas e realizou negociações em “condições favoráveis” para ajudar a situação financeira do clube francês junto ao DNCG, o órgão regulador do futebol francês, que ameaçava rebaixar o OL por questões financeiras.

Almada, Luiz Henrique, Savarino e Igor Jesus, jogadores do Botafogo
Almada, Luiz Henrique, Savarino e Igor Jesus, jogadores do Botafogo | Foto: Vitor Silva | Botafogo

"Botafogo decide ajudar o Lyon baseado na visão, objetivos e estrutura criado no conceito da 'Família Eagle', afirmando que todos os clubes da companhia toquem negócios como uma empresa única. (...) Porém, esses esforços representaram perda de material humano: (i) depois da decisão do DNCG de 15 de novembro de 2024, Botafogo transferiu Almada, um dos principais jogadores do time, sem cobrar qualquer taxa de salários ou transferência; (ii) Botafogo foi 'forçado' a aceitar taxas de descontos altas em vendas para receber valores a curto prazo em vendas para ajudar o Lyon com fundos; (iii) na decisão do DNCG de 15 de novembro de 2024 que proibiu o Lyon de inscrever jogadores, Botafogo foi recorrido para negociar com terceiros certos jogadores que poderiam se transferir ao Lyon, como Luiz Henrique, Igor Jesus e Jair em condições desfavoráveis, aceitando taxas de transferências bem menores do que o valor de mercado desses jogadores", diz carta do Botafogo do dia 18 de julho.

Além dos já citados Luiz Henrique, Igor Jesus, Jair e Almada, o documento revela também que o clube negociou os direitos econômicos de Savarino diretamente com o Lyon, em março de 2025:

"Contrato de Transferência firmado entre o Botafogo e o OL relativo à transferência definitiva dos direitos federativos e econômicos de David Savarino Quintero (“Savarino”) do Botafogo para o OL, mediante o pagamento incondicional pelo OL ao Botafogo de € 7.600.000,00 (Sete Milhões e Seiscentos Mil Euros), datado de 11 de março de 2025" - diz outro trecho da carta.

Os valores citados pelo clube foram:

  • Almada: 27.075.000 de euros
  • Igor Jesus: 43.134.297 de dólares
  • Jair: 20.900.000 de euros
  • Savarino: 7.600.000 de euros
  • (O valor de Luiz Henrique não foi especificado)

Com base nesses números, o Botafogo alega que os acordos foram, na prática, empréstimos financeiros disfarçados para manter o Lyon competitivo e na elite do futebol francês. Agora, cobra na Justiça um reembolso de R$ 591.946.335, na cotação atual.

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