FUTEBOL FEMININO
Copa Loreta Valadares: edição de 2026 é lançada com 40 equipes na Bahia
Competição estadual impulsiona o talento feminino com categorias sub-15, sub-17 e profissional

A quarta edição da Copa Loreta Valadares, que fomenta competições de futebol feminino na Bahia, foi lançada na manhã desta segunda-feira, 9. O evento é uma iniciativa da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Neste ano, a competição contará com 40 equipes nas categorias sub-15, sub-17 e profissional.
As partidas ocorrerão entre os dias 21 de março e 24 de maio, com jogos nos estádios de Vila Canária e no Barradão, em Salvador, além dos municípios de Governador Mangabeira e São Sebastião do Passé.
Revelação de Talentos
O representante da Federação Baiana de Futebol (FBF), Sílvio Mendes Júnior, destacou o papel da competição no cenário esportivo:
“A Federação, através da nossa diretora de competições, Taís Galvão, e do nosso presidente, Ricardo Lima, fomenta muito o futebol feminino. Nós temos competições sub-15, sub-17 e sub-20. A Copa Loreta vem para agregar e aumentar esse fomento. É importantíssimo. A parceria da Federação com a Sudesb é muito forte para que possamos, juntos, fazer o futebol feminino crescer cada dia mais".
Sobre a equipe técnica, Sílvio completou:
“Toda a arbitragem é escalada pela Federação Baiana de Futebol. Existe esse apoio através do presidente da comissão de arbitragem, Jailson Macêdo de Freitas. O quadro é todo formado pela Federação.”

O papel do núcleo Mais Mulheres no Esporte
Juliana Camões, coordenadora do núcleo Mais Mulheres no Esporte, da Sudesb, explicou a atuação estratégica do grupo dentro do torneio:
“O Núcleo vem se consolidando na elaboração e execução da Copa Loreta, em busca de observar sempre as questões relacionadas a gênero. Procuramos conduzir o máximo de tratativas, sobretudo com as atletas e dirigentes, evitando xingamentos e comportamentos inadequados de homens, seja da arbitragem ou de outras equipes, com relação às mulheres.”
A coordenadora ainda ressaltou que a presença crescente da arbitragem feminina nas edições, tem influenciado a participação mais ativa das mulheres. "Aproveitamos a oportunidade para realizar campanhas de combate à violência e de estímulo ao empoderamento feminino".

Vozes da Luta e do Campo
A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) afirmou que o futebol feminino, assim como o esporte em geral, é uma ferramenta de luta contra a violência e, além disso, reforçou o simbolismo do nome do torneio:
“A Copa Loreta Valadares é fundamental para o florescer desta modalidade na Bahia. Pude participar da escolha do nome, que homenageia a professora da UFBA e ex-presa política, Loreta Valadares, pioneira na defesa dos direitos da mulher em nosso estado", completou a deputada.

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Emoção em jogar a competição
“Antes eu orava por esta oportunidade e hoje eu a tenho nas mãos. Temos que fazer uma competição única e inesquecível, se doando em campo. É muito bom, para quem tem 16 anos, já passar por estádios como o Barradão e o Pituaçu. Para o crescimento pessoal e desenvolvimento é gratificante, inclusive por jogar com pessoas mais experientes". Esse é o depoimento emocionado da jovem atleta, Soraya Silva, que destacou a experiência de jogar em estádios renomados com pouca idade.

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