ESPORTES
De Adriano a Rincón: relembre astros na mira da polícia por tráfico
Com David e Hayne sob investigações, relembre casos semelhantes


O atacante David Corrêa, do Vasco, e o lateral Hayner, do Vila Nova, não foram os primeiros jogadores envolvidos em uma investigação de tráfico de drogas e armas. Os dois atletas são alvos de uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), denominada "A Tropa".
O episódio mais recente se soma a outros casos, no Brasil e no exterior, nos quais jogadores ou ex-jogadores foram investigados ou condenados por crimes relacionados ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro ou organizações criminosas.
Freddy Rincón
Um dos casos mais conhecidos envolve o colombiano Freddy Rincón, ídolo de Corinthians e Palmeiras. Em 2007, o ex-jogador entrou na mira da Justiça do Panamá por uma suposta ligação com o traficante colombiano Pablo Rayo Montaño.
A investigação estava relacionada à participação de Rincón em uma empresa de pesca chamada Nautipesca. A pedido das autoridades panamenhas, ele foi detido pela Polícia Federal no Brasil para fins de extradição, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Meses depois, conseguiu responder ao processo em liberdade. Em 2015, a Interpol chegou a emitir um novo alerta de captura contra o ex-atleta.
Rincón sempre negou as acusações. O caso terminou no ano seguinte, quando a Justiça do Panamá o absolveu definitivamente.
Adriano, o Imperador
Outro nome de grande repercussão foi Adriano. Em 2014, o ex-atacante do Flamengo e da Inter de Milão foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por associação com o tráfico de drogas e falsidade ideológica.
A acusação estava relacionada à compra, em 2007, de uma motocicleta registrada no nome da mãe de um traficante da Vila Cruzeiro, comunidade onde o jogador foi criado.
Adriano negou envolvimento com atividades criminosas e acabou absolvido. A decisão foi mantida pela segunda instância da Justiça do Rio em 2016.
Filho de Pelé também foi investigado

Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé e ex-goleiro, também enfrentou processos relacionados ao tráfico de drogas.
Ele foi preso durante a Operação Indra, conduzida pelo Denarc, que investigava uma organização criminosa. Edinho negou fazer parte do grupo e afirmou ser usuário de drogas.
Em dezembro de 2024, acabou absolvido da acusação de tráfico e associação ao tráfico por falta de provas.
O ex-goleiro já havia sido condenado anteriormente por lavagem de dinheiro. A pena inicial de 33 anos foi posteriormente reduzida para 12 anos e 10 meses, com autorização para cumprimento em regime aberto.
Casos recentes no exterior
Outro caso envolve Carlos Palacios, ex-Vasco e Internacional e atualmente jogador do Boca Juniors. No Chile, um carro registrado em seu nome foi apreendido durante uma operação contra o tráfico.
O veículo era conduzido por seu sogro, Sebastián Soto Guerra, que acabou preso e é apontado como integrante de uma organização criminosa de Santiago.
As autoridades investigam se Palacios possui alguma relação com o grupo. Até o momento, a apreensão do veículo, por si só, não estabelece envolvimento do jogador com o crime.
Quincy Promes

O holandês Quincy Promes teve um desfecho diferente. Ex-jogador do Ajax e da seleção da Holanda, ele foi condenado pela Justiça de seu país a seis anos de prisão por envolvimento com tráfico internacional de cocaína.
A investigação apontou a participação de Promes em uma operação envolvendo dois carregamentos da droga enviados do Brasil para a Holanda por meio da Bélgica, em 2020.
O ex-atacante foi preso nos Emirados Árabes Unidos e posteriormente extraditado para a Holanda. O Spartak Moscou, clube que defendia na época, rescindiu seu contrato.