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SEM BRASIL NO TOPO

Dembelé bola de ouro; brasileiros perdem todas as categorias

Raphinha, maior concorrente do país, ficou em quinto no ranking do maior prêmio

Marina Branco
Por
| Atualizada em
Ousmane Dembelé e Aitana Bonmatí, vencedores da Bola de Ouro 2025
Ousmane Dembelé e Aitana Bonmatí, vencedores da Bola de Ouro 2025 - Foto: FRANCK FIFE / AFP

A noite de gala da Bola de Ouro 2025 terminou com um gosto amargo para o futebol brasileiro. Com oito indicados nas treze categorias da premiação da France Football, o país ficou sem nenhum vencedor, após todos os brasileiros perderem seus respectivos troféus e o grande prêmio da noite ir para as mãos de Ousmane Dembelé, francês que venceu a Champions League pelo Paris Saint-Germain. Já no feminino, o troféu ficou com Aitana Bonmatí, do Barcelona, consolidando a hegemonia espanhola no cenário atual.

O que mais chamou a atenção foi, é claro, Raphinha. Favorito à Bola de Ouro pela temporada que fez no Barcelona vencedor da tríplice espanhola, o candidato brasileiro surpreendeu ao aparecer na quinta posição, distante do troféu que ficou entre Dembelé e Lamine Yamal, seu companheiro de clube, vencedor do Troféu Kopa como melhor sub-21.

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Vinícius Júnior, do Real Madrid, aparecia novamente depois do vice em 2024 e do título do The Best, mas desta vez amargou a 16ª colocação, marcando uma queda gigantesca. Em um ano sem títulos relevantes pelo clube e marcado por oscilações da Seleção Brasileira, Vini perdeu espaço no ranking e viu outros nomes tomarem os holofotes.

No futebol feminino, Marta foi novamente lembrada como símbolo eterno do esporte. Indicada pela sua trajetória no Orlando Pride e pela importância histórica que carrega, a camisa 10 não conseguiu rivalizar com Aitana Bonmatí, três vezes Bola de Ouro pelo Barcelona, e ficou em 12º.

Amanda Gutierrez, destaque do Palmeiras e uma das esperanças da nova geração, também esteve entre as concorrentes, mas saiu de mãos vazias diante da força das jogadoras do Barça e de outros clubes europeus, ficando em 21º no ranking.

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Na categoria de goleiros, Alisson representou o Brasil pelo Liverpool no Troféu Yashin masculino. Apesar de ser considerado um dos arqueiros mais consistentes do mundo, acabou superado por Gianluigi Donnarumma, que teve uma temporada marcante pelo PSG, sem representar uma queda de desempenho ao assumir a segunda posição na lista. No feminino, a vitória foi da inglesa Hannah Hampton, do Chelsea.

Estêvão, joia brasileira do Chelsea mas indicado por seu trabalho no Palmeiras, concorreu ao Troféu Kopa masculino, mas não conseguiu bater o favoritismo de Lamine Yamal, que conquistou a taça pela segunda vez atuando pelo Barcelona.

Na disputa entre treinadores, Arthur Elias foi lembrado pelo seu trabalho na Seleção Brasileira feminina, mas o Troféu Johan Cruyff acabou ficando com Sarina Wiegman, técnica da Inglaterra, vencedora da Eurocopa. No masculino, Luís Enrique, grande favorito e campeão da Champions pelo PSG, levou a melhor.

Até mesmo o Botafogo, lembrado na categoria de clube do ano e único representante de fora da Europa, acabou derrotado pelo poderio europeu. O título ficou com o Paris Saint-Germain, coroando a temporada dominante da equipe francesa que lhe rendeu a primeira Champions League de sua história, enquanto no feminino a honraria foi entregue ao Arsenal.

Com isso, a noite que poderia ter marcado a retomada do protagonismo brasileiro na premiação mais prestigiada do futebol mundial terminou sem troféus para o país. A última Bola de Ouro vencida por um brasileiro segue sendo a de Kaká, em 2007, reafirmando o jejum de dezoito anos na premiação.

Não é possível, contudo, afirmar que não houve um brasileiro de destaque na noite - a entrega do grande prêmio da Bola de Ouro masculina foi feita por Ronaldinho Gaúcho, vencedor do troféu em 2005, ídolo do futebol brasileiro e ex-jogador do PSG e do Barcelona, clubes dos dois concorrentes ao prêmio.

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bola de ouro brasil Dembélé psg

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