ÍDOLO ETERNO
Dois anos sem Zagallo: o legado eterno do único tetracampeão mundial
Dois anos após a partida do ídolo, relembramos a trajetória de Mário Jorge Lobo Zagallo, o mestre que transformou o número 13 em sinônimo de vitória

Por Valdomiro Neto

Mário Jorge Lobo Zagallo é uma lenda imortal na história da Seleção Brasileira. Único ser humano a conquistar quatro títulos mundiais, dois como jogador, um como treinador e um como coordenador técnico , o "Velho Lobo" moldou a identidade do futebol brasileiro, e o que conhecemos hoje como futebol em sua base. Relembre os maiores feitos de sua trajetória e sua importância para o esporte que conhecemos hoje.

O pioneirismo tático do "ponta-recuado"
Pioneiro deveria ser seu sobrenome. Zagallo inovou ao introduzir características táticas hoje celebradas no futebol moderno. Como ponta-esquerda de grande primor técnico, ele recuava ao meio-campo para auxiliar na marcação e na armação, formando o que se conheceu como o "quarto homem" do setor.
Essa função abriu caminhos para variações táticas usadas até hoje por grandes times. Um exemplo recente de sucesso foi Gerson, no Flamengo. No contexto baiano, vemos esse recurso em jogadores como Erick, do Vitória, ou Ademir, do Bahia, que equilibram o apoio ofensivo com o suporte defensivo pelos lados do campo.

Glórias dentro das quatro linhas
Com a Amarelinha, o Velho Lobo construiu seu nome a partir de 1958. Ao lado de Pelé, Garrincha, Didi e Zito, ele marcou um dos cinco gols na final contra a Suécia, garantindo o primeiro título mundial do Brasil. Quatro anos depois, em 1962, foi novamente determinante na conquista do bicampeonato no Chile.
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O mestre à beira do gramado
Após se aposentar dos gramados, Zagallo iniciou uma carreira brilhante como técnico. No Botafogo, conquistou o bicampeonato Carioca (1967 e 1968) e a Taça Brasil de 1968, o primeiro título nacional do Glorioso.
O destaque o levou ao comando da Seleção Brasileira em 1970. Com um esquadrão estrelado por Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivelino, ele alcançou a glória eterna com uma campanha perfeita: seis jogos, seis vitórias e 19 gols marcados. Mais tarde, integrou a comissão técnica do tetracampeonato em 1994, como coordenador, e retornou ao cargo entre 2003 e 2006.

Um legado que transborda o campo
Zagallo foi o símbolo do patriotismo e do orgulho nacional. Dono de uma personalidade forte, imortalizou frases como “vocês vão ter que me engolir”, marcando gerações por sua dedicação absoluta à beira do campo.
Seu reconhecimento é global: foi eleito o nono melhor treinador da história do futebol pela revista World Soccer em 2013, e o 27º melhor jogador de todos os tempos pela FourFourTwo. O Velho Lobo não apenas jogou e treinou; ele ensinou o mundo a entender a grandeza do futebol brasileiro.
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