EQUILÍBRIO
Bahia troca a espinha dorsal e novo trio de meio-campo conquista Ceni
Nestor, Erick e Acevedo assumem o protagonismo no meio-campo, antes ocupado por Éverton, Jean e Caio


Se nas duas temporadas anteriores, em 2024 e 2025, o meio-campo do Esporte Clube Bahia tinha Éverton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre como as "espinhas dorsais" da equipe, neste momento da atual temporada o cenário mudou, e o setor passou a ser formado por outros nomes: Rodrigo Nestor, Erick e Acevedo.
Antes titulares absolutos, o badalado trio do Esquadrão vive hoje uma realidade diferente da dos últimos anos.
Éverton Ribeiro, apesar de ainda ser considerado o principal craque da equipe, começa a dar sinais de que a idade bate à porta, aos 37 anos. Jean Lucas, por sua vez, apresenta uma queda vertiginosa de rendimento. Já Caio Alexandre convive com constantes problemas físicos desde a lesão no reto femoral da coxa, sofrida em agosto de 2025, e não tem conseguido manter uma boa sequência, acumulando outras três lesões desde então.
O novo trio ganha espaço
Diante desse cenário, em 2026, o meio-campo do Bahia ganhou uma nova configuração. Acevedo passou a exercer a função antes desempenhada por Caio Alexandre, Erick assumiu o espaço de Jean Lucas, enquanto Rodrigo Nestor foi adaptado para atuar na "posição" de Éverton Ribeiro — embora o próprio tenha ressaltado que possui características bastante diferentes das do capitão tricolor.
Apesar de ser um trio menos técnico, os jogadores têm agradado ao técnico Rogério Ceni, que, na última sexta-feira, 17, destacou que "cada um vai conquistando seus minutos" em campo.
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Ceni vê equipe mais equilibrada
Nesta terça-feira, 21, após mais uma atuação consistente do "novo" trio de meio-campo no empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, o treinador afirmou que, mesmo sem Éverton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre como titulares, o Bahia segue sendo uma equipe formada para ter a posse de bola e controlar o jogo. A diferença, segundo ele, está no melhor equilíbrio defensivo, proporcionado por atletas de maior força física no setor.
Fico feliz porque a concorrência melhora os jogadores, faz eles lutarem por minutos em campo Rogério Ceni - técnico do Bahia
Nestor assume protagonismo no Bahia
Entre os destaques citados por Rogério Ceni está Rodrigo Nestor, que, desde o retorno após a pausa para a Copa do Mundo, assumiu protagonismo na equipe. Na última sexta-feira, contra a Chapecoense, o camisa 11 marcou um dos gols da vitória por 2 a 0. Já nesta terça, foi o responsável pela assistência para Ademir garantir o empate diante do Atlético-MG.
Diante da boa fase do meio-campista, Ceni reiterou a necessidade de Nestor assumir cada vez mais protagonismo: "Foi contratado para isso".
"Ele está sendo útil para a gente, tem uma boa visão de jogo. Dá um passe muito bom para o Ademir no lance do gol. Fez dois bons jogos agora, independentemente de gols e assistência. Ele treinou um pouco mais nas últimas semanas, tem uma condição física privilegiada, está rendendo, está jogando e ganhando seus minutos", afirmou.
Função é diferente da exercida por Éverton
O comandante tricolor destacou que Nestor tem conquistado espaço atuando "na ponta do tripé", exercendo a função de um camisa 8. Ceni fez questão de ressaltar que, embora ocupe o espaço deixado por Éverton Ribeiro, o meia desempenha uma função diferente da exercida pelo capitão, principalmente por possuir características distintas e não ter se sentido confortável quando foi testado em uma função semelhante.
"Ele joga no lado oposto ao Everton, ele não gosta muito do lado direito. Testei ele em uma função parecida com a do Everton e ele não se sentiu muito à vontade. O Nestor é um jogador com uma característica um pouco diferente. O Everton é um jogador único, mas perdeu alguns dias na intertemporada e ainda não tem condição para jogar tanto tempo. Então, deixo ele para influenciar o jogo na parte final. O Nestor tem ganhado espaço, feito bons jogos como um camisa oito mesmo, na ponta do tripé. É um jogador que cresceu nos últimos dois jogos. O Nestor também pode fazer mais de uma função, pode jogar em um quadrado", comentou.
O campo vai falando, vai te mostrando Ceni - treinador do Bahia


