SITUAÇÃO DELICADA
Bahia: Léo Vieira tem lesão rara e pode ficar fora por mais de 1 ano; entenda
Arqueiro do Bahia sofreu ruptura total do tendão patelar do joelho direito


Contratado em março como solução em meio à crise na posição, o goleiro Léo Vieira sofreu uma das lesões mais graves da ortopedia esportiva envolvendo o mecanismo extensor do joelho: a ruptura total do tendão patelar. O Esporte Clube Bahia comunicou a situação do arqueiro nesta quinta-feira, 28.
A grave lesão sofrida pelo goleiro tricolor aconteceu na última segunda-feira, 25, durante a partida contra o Coritiba, quando ele precisou ser substituído ainda no primeiro tempo. Inicialmente, o Esquadrão informou que Léo Vieira havia sofrido uma entorse no joelho direito. No entanto, após a realização de exames médicos, foi constatada a ruptura total do tendão patelar do joelho direito, lesão que demandará intervenção cirúrgica e deve encerrar a temporada do arqueiro, conforme apurou a reportagem.
Diante da gravidade do caso, o portal A TARDE entrou em contato com o Dr. Marcos Lopes, ortopedista e ex-diretor médico do Bahia, cargo que ocupou por 30 anos, para explicar os detalhes da ruptura total do tendão patelar.
Segundo o especialista, a lesão compromete diretamente a capacidade de extensão ativa da articulação, além de afetar força, impulsão, potência muscular e estabilidade em movimentos explosivos — características fundamentais para atletas de alto rendimento, especialmente goleiros.
Considerada uma das lesões mais graves da ortopedia esportiva envolvendo o mecanismo extensor do joelho, a ruptura sofrida por Léo Vieira pode afastá-lo dos gramados por mais de um ano nos casos mais delicados, principalmente em razão da idade do atleta, que tem 35 anos. Conforme explicou o especialista, atletas mais experientes podem apresentar maior dificuldade para recuperar explosão muscular, potência e capacidade física próximas ao nível anterior à lesão.
De acordo com Marcos Lopes, o tempo de recuperação varia conforme fatores como idade, resposta biológica, qualidade da cirurgia e evolução muscular do atleta. Em geral, atividades leves podem ser retomadas entre três e quatro meses, enquanto o retorno progressivo aos treinamentos costuma ocorrer entre seis e nove meses. Já a volta às competições normalmente acontece entre oito e 12 meses, podendo ultrapassar um ano em alguns casos.
Ainda conforme explicou o especialista, mesmo após cirurgia e reabilitação adequadas, alguns atletas podem não recuperar totalmente a impulsão e a potência muscular apresentadas antes da lesão. Pequenas perdas de explosão e confiança nos movimentos podem causar impacto significativo no desempenho esportivo em alto nível, agravando também o aspecto psicológico do atleta.
Segundo o médico, o processo de recuperação frequentemente envolve insegurança em movimentos intensos, receio de novas lesões, ansiedade sobre o retorno aos gramados e preocupação em relação ao desempenho pós-recuperação. Por isso, além da cirurgia e da fisioterapia intensiva, o suporte psicológico esportivo é considerado parte importante do tratamento moderno.
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Lesão rara no futebol
De acordo com o Dr. Marcos Lopes, a ruptura total do tendão patelar do joelho é uma lesão relativamente rara no futebol e costuma estar mais associada a esportes de alta explosão física e movimentos repetitivos de salto e aterrissagem.
O caso mais emblemático de ruptura total do tendão patelar no futebol ocorreu com Ronaldo Fenômeno, que ficou afastado dos gramados por cerca de um ano e três meses, mas conseguiu retornar em alto nível e foi decisivo na conquista da Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira.



