E.C.BAHIA
Diretor assume reta de cobranças e projeta futuro com reforços de peso
Cadu Santoro concedeu entrevista na Arena Fonte Nova


Diretor de futebol do Esporte Clube Bahia, Carlos Eduardo Santoro concedeu entrevista na Arena Fonte Nova e comentou sobre diversos assunto. Durante o bate-papo com a imprensa, o profissional falou sobre a temporada, o mercado da bola e o planejamento do clube dentro do Grupo City.
Em relação ao que busca o City Football Group para o Bahia, Cadu Santoro, como é conhecido, foi direto. A ideia é transformar o Esquadrão em um clube "top 5/6" do Brasil e estar sempre presente na fase de grupos da Copa Libertadores.
O objetivo é muito claro: a gente quer esse clube todo ano se classificando para a fase de grupos da Libertadores.
Cadu Santoro - Diretor de futebol do Bahia
Outro fator que Cadu apontou como importante dentro do Bahia é a importância dos atletas jovens. Nomes como Kauê Furquim, Dell, Ruan Pablo, Roger Gabriel, Luiz Gustavo, Fredi, Caio Suassuna, David Martins e outros tendem a ganhar mais espaço.
"A gente precisa abrir espaço para os jovens, e aí vão ter momentos em que, de repente, pode ser que, para o torcedor, a curto prazo, saia jogador e a gente não reponha, para poder dar minutagem para o atleta jovem. Isso também é uma parte importante do nosso projeto, dar minutos aos atletas jovens”, projetou.
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De acordo com Santoro, a atual "fase do projeto" ainda necessita de vendas em toda janela, mas disse que espera que chegar o momento de fazer investimentos e compra de dimensões altas, consideravelmente maiores às que tem acontecido.
“Eu quero poder ir ao mercado e gastar 25 milhões de euros em um jogador por pura e exclusivamente performance, mas a gente ainda não está nesse momento do projeto", lamentou.
Cobranças internas sem vazamento
Questionado sobre as cobranças no ambiente tricolor, Cadu Santoro voltou a adotar um discurso anterior. Situações que acontecem internamente devem ter o mínimo de vazamentos possíveis. Além disso, o dirigente garantiu ter "100% da responsabilidade" de impor essas exigências.
"Acho que 100% assim, é minha responsabilidade, se a minha responsabilidade como diretor de futebol ter o planejamento do clube, ou defender o planejamento do clube, seja para uma temporada ou para cinco ou para dez temporadas é minha responsabilidade também as cobranças internas", iniciou.

"Felizmente as coisas não vazam como no passado, se tinha uma impressão ou se vazava coisas para expor determinado atleta ou para expor alguém. Entendemos que a gestão profissional é justamente o contrário disso, então o que acontece dentro do CT, inúmeros problemas acontecem, mas antigamente tudo isso viralizava e a informação chegava. Os problemas que acontecem dentro de casa, a gente resolve dentro de casa, é minha função", continuou.
O dirigente afirmou que os atletas e membros da comissão são cientes de que serão abordados e cobrado quando "não forem cumpridos objetivos".
"Nós sentamos, explicamos, eles entendem o que aconteceu, por que aconteceu, quais são as consequências que serão tomadas. Seja uma premiação, que a gente muda o que tinha combinado justamente pelo orçamento. Tudo isso acontece internamente, o que a gente não faz mais é ficar expondo, ficar vazando. Não jogamos para a torcida ver que alguém bate na mesa", concluiu.

