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Em busca de afirmação, Bahia vence 1ª equipe de outro estado em 2023

O Tricolor venceu o Camboriú pela segunda fase da Copa do Brasil

Marcos Valença
Por Marcos Valença
O Tricolor venceu o Camboriú por 1 a 0 pela Copa do Brasil
O Tricolor venceu o Camboriú por 1 a 0 pela Copa do Brasil - Foto: Felipe Santana | EC Bahia

Apesar do desempenho não ter agradado os torcedores e a própria comissão técnica do Bahia, o triunfo contra o Camboriú, em jogo realizado na noite da última quarta-feira, 8, tem um valor simbólico na briga do Tricolor para se firmar na temporada 2023. O duelo, válido pela Copa do Brasil, resultou no primeiro resultado positivo do time de Renato Paiva contra equipes de outros estados.

Antes, o Tricolor havia empatado com o Ferroviário (2 a 2) e perdeu para Sampaio Corrêa (1 a 0), Fortaleza (3 a 0) e Sport (6 a 0), todos os jogos válidos pela Copa do Nordeste, competição em que o time está próximo de ser eliminado. O desempenho abaixo da expectativa faz com que o trabalho do técnico português seja questionado e uma pressão por resultados positivos acontecesse, principalmente após a goleada sofrida para o rival pernambucano.

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Na coletiva realizada em Santa Catarina, o treinador comparou as dificuldades entre a implementação do seu trabalho no Tricolor e no Independiente del Valle.

“No Del Valle nós chegamos com o projeto implementado. A filosofia do clube estava implementada. A única coisa que alteramos, enquanto equipe técnica, foi o sistema. Jogavam em 4-3-3 e depois decidimos que o melhor era jogar com três zagueiros. E a partir daí foi sempre a crescer. Mas o sistema era só um detalhe na filosofia. Agora se viu com o Flamengo, São Paulo, dois gigantes que não conseguiram, em momento nenhum, serem superiores ao Independiente. É um trabalho com estrutura, e uma linha. Tem menos torcida, é verdade. Mas eu acho que as pessoas no Independiente trabalhariam da mesma forma com torcida. Estão aí os resultados”, explicou o comandante do Esquadrão.

Paiva ainda continuou explicando a filosofia implementada pelo Grupo City e trouxe exemplos das equipes que recebem os investimentos dos novos donos do futebol do time baiano.

“Todos os grupos do City, vejam a data que foram comprados e o momento do primeiro título. Façam isso. Na Austrália, Nova York, Manchester City. Façam só isso. A data da aquisição, o que era para trás e depois para frente. No caso do Manchester City foram três anos. E não foi campeonato, foi taça. Isso significa que há uma filosofia. E ninguém vai ensinar o Grupo City a montar clube e montar gestão. São dez ou doze, creio eu. Se perguntarem se o ambiente do Brasil é um ambiente para isso, isso é uma outra questão. Isto é filosofia de trabalho de um grupo que tem entendimento de sucesso não só em conquista de títulos, como também na produção de jogadores. Tudo na base da paciência, do trabalho, calma, estrutura e sabedoria”, explicou o treinador.

Para tentar melhorar o rendimento contra equipes com uma qualidade técnica melhor, a comissão técnica aguarda a chegada de 4 a 5 atletas para deixar o time mais experiente. Especulações como o zagueiro Cuesta, que atua no time do Botafogo, e o atacante Marinho, pertencente ao Flamengo, seguem o pensamento da gestão da equipe baiana para encorpar mais o elenco.

Antes da estreia na Série A, o Esquadrão de Aço encara o CRB, pela última rodada da Copa do Nordeste e vai saber quem será o seu adversário na 3ª fase da Copa do Brasil, que certamente vai ser um time de fora do estado, diferente da primeira fase quando tirou o Jacuipense.

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