RETOMADA
Estádio histórico abandonado há 10 anos pode ser reativado após leilão
Estádio dos Amaros passa por revitalização e pode voltar a receber partidas e projetos esportivo


O estádio dos Amaros, em Itápolis, está próximo de voltar a ter utilidade esportiva após passar mais de uma década abandonado. O local, que foi a casa do antigo Oeste — atualmente Osasco Sporting —, deixou de receber partidas oficiais desde que o clube deixou a cidade e se transferiu para Barueri.
A reativação do espaço começou a ganhar forma após a retirada das arquibancadas, que estavam interditadas pela Defesa Civil. A estrutura foi leiloada pela Prefeitura de Itápolis e está sendo desmontada, o que permitirá que o estádio volte a receber jogos amadores e projetos esportivos, como escolinhas de futebol.
O valor arrecadado com o leilão será destinado à reforma dos vestiários e dos banheiros públicos do estádio. Além disso, o gramado também passa por um processo de recuperação após anos sem utilização.
O projeto de revitalização dos Amaros ainda prevê novas melhorias em etapas futuras, incluindo a modernização do sistema de iluminação, a construção de uma pista de caminhada e a instalação de uma quadra de basquete 3x3.
Uma década de abandono após saída do Oeste
O estádio dos Amaros não recebe uma partida oficial desde abril de 2016. Desde então, o espaço sofreu com o abandono após a saída do Oeste de Itápolis, clube que marcou história no município e chegou a disputar oito temporadas consecutivas da Série B do Campeonato Brasileiro, entre 2013 e 2020.
Em abril deste ano, o ge mostrou a situação do estádio que durante mais de 60 anos foi a casa do Rubrão. Na época, o cenário encontrado era de deterioração, com muros pichados, bancos de reservas tomados pela vegetação e lixo acumulado nas áreas próximas às bilheterias.
O início da decadência dos Amaros esteve diretamente ligado à saída do Oeste da cidade, em uma decisão que gerou controvérsia há 10 anos. Na ocasião, o clube alegava que o estádio não tinha estrutura suficiente para receber partidas do Campeonato Paulista e da Série B.
Com a mudança, o Oeste deixou Itápolis e passou a atuar em Barueri. Antes disso, o clube vivia um período de crescimento esportivo, impulsionado pelo título da Série C do Campeonato Brasileiro em 2012 e pela sequência de participações na segunda divisão nacional.
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Oeste mudou de cidade, nome e identidade
Em 2019, o Oeste esteve próximo de uma nova mudança. A Red Bull, que buscava adquirir um clube paulista com vaga na elite estadual e na Série B do Campeonato Brasileiro, negociou a compra do Rubrão.
A proposta girava em torno de R$ 45 milhões, mas o acordo não foi concluído porque a empresa de energéticos pretendia levar o clube para Jundiaí. No fim, a Red Bull optou pela aquisição do Bragantino, que posteriormente passou a se chamar Red Bull Bragantino.
No ano seguinte, o Oeste sofreu dois rebaixamentos: caiu para a Série C do Campeonato Brasileiro e também para a segunda divisão do Campeonato Paulista.
Em meio a um processo de recuperação judicial e após perder espaço em Barueri — a prefeitura solicitou de volta o centro de treinamento do clube e a Arena Barueri passou a ser administrada por uma das empresas ligadas a Leila Pereira —, a equipe encontrou uma nova casa em Osasco.
Com a mudança, o clube passou por uma reformulação completa, adotando novo nome, identidade visual e estrutura, dando origem ao Osasco Sporting.
Enquanto isso, em Itápolis, o estádio dos Amaros inicia um novo capítulo com a tentativa de recuperar o espaço que por décadas foi símbolo do futebol local.


