ESQUECIMENTO
Estádio passa dez anos abandonado após clube mudar de nome e cidade
O Estádio dos Amaros recebeu seu último jogo no dia 10 de abril de 2016

A demolição de estádios tradicionais pelo Brasil tem se tornado símbolo de modernização, mas nem sempre o destino dessas praças esportivas envolve novos projetos. Em Itápolis, no interior de São Paulo, o cenário é o oposto - por lá, o clima é de abandono, silêncio e memória apagada.
O Estádio dos Amaros, que por décadas foi o coração esportivo da cidade, hoje representa um retrato duro da crise enfrentada por clubes fora dos grandes centros.
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O último jogo no estádio aconteceu em 10 de abril de 2016, marcando não apenas o encerramento de uma partida, mas o fim de uma ligação histórica entre cidade, clube e torcida.
Fundado em 1921, o Oeste deixou Itápolis naquele mesmo ano em busca de melhores condições estruturais e logísticas, transferindo suas atividades para Barueri, onde disputava a Série B do Campeonato Brasileiro e a elite do Paulistão.
Abandono do clube
Dez anos depois, o cenário no Estádio dos Amaros é de completo abandono. Sem jogos oficiais desde a saída do clube, o espaço recebe apenas manutenção mínima para evitar problemas sanitários.
Arquibancadas enferrujadas, mato alto, lixo acumulado e estruturas deterioradas transformaram o antigo palco de jogos em um espaço praticamente esquecido.
O clube que o ocupava, por sua vez, deixou de existir como era conhecido. O Oeste passou por transformações profundas até desaparecer oficialmente em 2025.

A equipe mudou de cidade novamente, adotou o nome Osasco Sporting e reformulou completamente sua identidade, incluindo cores, escudo e vínculo com a antiga casa. Quando esteve em Barueri, chegou a levar o nome da cidade na camisa. Hoje, não há praticamente nenhum elemento que conecte o clube à história construída em Itápolis.
Após anos na Série B (2013 a 2020), o clube acumulou dificuldades, foi rebaixado e entrou em recuperação judicial em 2025, com dívidas milionárias. Assim, aos poucos, o clube levou a cultura de estádio para longe da cidade e, claro, da população de Itápolis para sempre.
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