CRISE FINANCEIRA
FBI investiga AFA por suspeita de lavagem de dinheiro na Copa do Mundo
Investigação apura movimentações de centenas de milhões de dólares em bancos americanos


A Associação do Futebol Argentino (AFA), presidida por Claudio "Chiqui" Tapia, tornou-se alvo de uma investigação complexa conduzida pelo FBI e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). A apuração, que ganhou tração durante a Copa do Mundo de 2026, mira movimentações financeiras milionárias que teriam passado pelo sistema bancário norte-americano.
O quê órgãos norte-americanos estão investigando na AFA?
As autoridades dos EUA buscam esclarecer a natureza de transações que somam centenas de milhões de dólares. A investigação, que teve origem em 2024 e se intensificou em 2025, foca em possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude bancária.
O epicentro das suspeitas é a empresa TourProdEnter LLC, sediada na Flórida, que atuava como intermediária nos contratos comerciais da AFA com grandes marcas globais.
Relatórios preliminares apontam que uma parcela significativa desses recursos — estimada em dezenas de milhões de dólares — foi enviada a empresas e indivíduos sem uma justificativa comercial clara ou prestação de serviços comprovada.
Pontos-chave do caso
- Gestão sob suspeita: o foco central recai sobre a administração de Claudio Tapia e Pablo Toviggino, figuras de proa na estrutura da AFA.
- Intermediação financeira: transações teriam sido processadas por grandes instituições financeiras como Citibank, Bank of America e JPMorgan Chase, levantando alertas nos órgãos de controle de crimes financeiros (FinCEN).
- Investigação judicial: os procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger lideram a frente que busca entender como contratos de marketing esportivo foram utilizados para a movimentação de capital.
- Relação com o governo Milei: o Departamento de Justiça americano estuda convocar ex-integrantes do governo de Javier Milei, buscando rastrear possíveis negligências ou conexões entre a gestão da AFA e entes públicos.
Qual é o status atual?
É importante ressaltar que a investigação encontra-se em fase preliminar. Até o momento, não houve o oferecimento de denúncia formal nem a emissão de mandados de prisão contra dirigentes da entidade.
A AFA, por meio de seus representantes, ainda não emitiu um comunicado oficial sobre o caso. Tomás Regalado, embaixador da AFA para a América do Norte, recomendou cautela, pontuando que procedimentos investigativos são comuns e não configuram, por si só, uma condenação ou prova de ilegalidade.


