IMIGRANTES
Fifa discute pedir para que Trump suspenda ações do ICE durante a Copa
A entidade vem fazendo operações que resultaram na morte de diversos imigrantes em 2026

A Copa do Mundo reúne pessoas, atletas e torcedores do planeta inteiro em um só local - mas, em 2026, esse local é justamente onde imigrantes são amplamente perseguidos. Por isso, a Fifa vem discutindo de solicitar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma pausa temporária nas operações do Immigration and Customs Enforcement (ICE).
A ideia em debate envolve reduzir ou até suspender as ações migratórias enquanto o torneio estiver em andamento, entre os dias 11 de junho e 19 de julho, segundo o jornal The Athletic.
A competição será a maior da história, com 48 seleções e jogos espalhados por diversas cidades dos Estados Unidos, tornando necessária a ida de pessoas de diversas nacionalidades para território estadunidense.
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A discussão dentro da Fifa ganhou força após manifestações de federações, especialmente europeias, que demonstraram preocupação com a segurança e o bem-estar de torcedores estrangeiros durante o evento.
O receio está ligado ao histórico recente de operações do ICE no país, intensificadas no segundo mandato de Trump, com foco em deportações e ações ostensivas em grandes centros urbanos. Algumas dessas operações geraram protestos e confrontos, incluindo episódios com vítimas fatais em 2026.
Além disso, trabalhadores ligados a estádios, como no caso do SoFi Stadium, em Los Angeles, chegaram a ameaçar paralisações por temores envolvendo a atuação do órgão durante a Copa.
Impasse
Enquanto há pressão por parte de entidades esportivas e civis, o próprio ICE já indicou que deve atuar durante o torneio. O diretor interino do órgão, Todd Lyons, afirmou anteriormente que agentes podem participar da segurança dos jogos, principalmente em ações ligadas à segurança interna.
Assim, entram em conflito a necessidade de garantir um ambiente seguro e acolhedor para delegações e torcedores de todo o mundo, e a soberania das políticas migratórias dos Estados Unidos.
Inicialmente, para solucionar a questão, a entidade considerou limitar as operações em apenas 11 cidades-sede. No entanto, com a logística ampliada e a circulação de seleções por diferentes regiões do país, passou a discutir uma possível suspensão mais ampla.
Infantino e Trump
Um dos fatores que pode pesar na negociação é a relação próxima entre Gianni Infantino e Donald Trump. Membros da FIFA acreditam que esse vínculo pode facilitar um eventual acordo para ajustes temporários nas operações durante o torneio, com Trump já tendo até sido premiado com um prêmio de paz dado por Infantino.
Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial de que o pedido tenha sido formalmente feito.
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