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Exclusivo! Grupo City negocia compra de mais ações da SAF do Bahia

Grupo City já é dono de 90% da SAF do Bahia e controla o futebol

Daniel Genonadio

Por Daniel Genonadio

10/02/2026 - 20:15 h | Atualizada em 10/02/2026 - 22:53

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CEO do Grupo City, Ferran Soriano
CEO do Grupo City, Ferran Soriano -

O City Football Group, ou simplesmente Grupo City, deve aumentar ainda mais o seu controle acionário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Bahia. Conforme apuração da reportagem de A TARDE, existe uma negociação para compra de ações que hoje pertencem à associação civil.

O que está acontecendo

Grupo City e Bahia Associação negociam mudanças na divisão da porcentagem de ações da SAF, atualmente divididas entre 90% - 10%, com maior percentual ficando com o grupo árabe após a aquisição através de um aporte de R$ 1 bilhão em negociação finalizada em 2023.

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Conforme o contrato fechado em 2023, o Grupo City só pode adquirir somente mais 5% da SAF do Bahia, alcançando assim o total de 95%. No entanto, conforme apurou a reportagem de A TARDE, o percentual a ser adquirido nesse momento seria inferior ao máximo permitido.

Presidente da Associação Civil do Bahia, Emerson Ferretti
Presidente da Associação Civil do Bahia, Emerson Ferretti | Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O que motiva a negociação de ações

A venda de ações beneficiaria a associação civil com aportes que podem ajudar a viabilizar em outras práticas esportivas, atualmente foco da gestão do presidente Emerson Ferretti.

Hoje, o Grupo City repassa um valor, cujo montante é protegido por cláusulas de confidencialidade, à associação civil para que a estrutura da associação se mantenha independente da SAF.

Outro valor pago pelo Grupo City à associação civil é o de R$ 2,5 milhões por ano em royalties para uso da marca do clube, que segue como propriedade do clube social.

A associação civil também tem tem direito a receber 10% dos dividendos (lucros distribuídos) que a SAF gerar. No entanto, o Bahia SAF não distribuiu lucros nos primeiros anos. Em 2024 e 2025, por exemplo, o clube teve déficit e não houve divisão de lucros entre os acionistas.

"Essa venda é muito boa para ambos. Para o Grupo City, que está adquirindo mais ações, é bom pois consolida sua posição e é um selo de qualidade de que ele está fazendo uma boa gestão. Se não tivesse, o clube social não faria essa venda. Consolida seu trabalho bem feito e seu investimento no Brasil. Para a associação civil é um negócio que entra imediatamente valores no caixa dela para poder usar da melhor forma que quiser, seja em investimentos no clube, quitar dívidas, diversificar os esportes", afirmou Higor Maffei Bellini, advogado, mestre em Direito Desportivo pela PUC/SP.

Caso a negociação chegue a um definição entre as partes, a venda será concretizada apenas depois aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube social e em seguida pelos sócios, hoje por volta de 5 mil pessoas., em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

Bahia faz parte do Grupo City desde 2023
Bahia faz parte do Grupo City desde 2023 | Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O acordo de compra do Grupo City

Em 2023, o Grupo City finalizou a compra de 90% da SAF constituída pelo Bahia e assumiu o controle do futebol do clube.

Foi estabelecido o pagamento de R$ 1 bilhão em 15 anos com as seguintes obrigações:

  • R$ 500 milhões para a compra de jogadores;
  • R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas;
  • R$ 200 milhões para infraestrutura, categorias de base, capital de giro, entre outros.

Além disso, com objetivo de tornar o Bahia competitivo, foi fechado ainda um acordo de obrigação contratual de manter a folha salarial da empresa no que for maior:

  • R$ 120 milhões por ano;
  • 60% da receita bruta da SAF, exceto transferências de jogadores.

Também foram acordadas mudanças na governança do futebol do Bahia. A SAF é administrada por meio de Conselho de Administração, composto por seis pessoas. Cinco pessoas são indicadas pelo City e uma pela associação.

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O que dizem as partes?

Procurado pela reportagem do Grupo A TARDE através da sua assessoria de imprensa, o Bahia SAF oficialmente respondeu que "no momento não tem nenhum posicionamento sobre esse tema".

Já a associação civil negou a existência da negociação.

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