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CASO DE JUSTIÇA

Jogador pode ser campeão da Série B2 com tornozeleira eletrônica

Atacante cumpre pena em regime aberto após condenação por tráfico em 2018

Marina Branco
Por
Yuri de Carvalho da Silva com tornozeleira eletrônica em campo
Yuri de Carvalho da Silva com tornozeleira eletrônica em campo -

Em campo, comemorando a taça da Série B2 do Campeonato Carioca, talvez apareça um objeto mais que incomum para um jogo de futebol - uma tornozeleira eletrônica. Yuri de Carvalho da Silva, atacante do Goytacaz pode levantar a taça da Série B2 do Campeonato Carioca atuando com uma tornozeleira presa à perna.

O jogador segue sendo monitorado pela Justiça do Rio de Janeiro enquanto cumpre o restante de sua pena em regime aberto desde que foi condenado por tráfico de drogas em 2018.

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Desde então, Yuri passou sete anos encarcerado e deixou a prisão em maio deste ano, após progressão de regime. Apesar da liberdade para voltar a trabalhar, ele segue sob vigilância das autoridades, usando a tornozeleira diariamente.

No último domingo, 30, o atacante entrou em campo no duelo contra o Macaé, no Estádio Moacyrzão. Nas imagens da transmissão, era possível ver claramente a tornozeleira presa à sua perna esquerda.

Classificado para a grande decisão da Série B2 no próximo domingo, 7, no Aryzão, em Campos dos Goytacazes, Yuri irá com a tornozeleira. Caso o Goytacaz vença, Yuri poderá comemorar o título ainda usando o equipamento judicial.

É permitido jogar assim?

Quando foi preso, em 2018, Yuri defendia o Campos Atlético Associação. Ele foi detido durante a Operação Verde Oliva, que prendeu outras 27 pessoas, quando a Polícia Civil afirmou que o jogador aproveitava sua visibilidade no esporte para facilitar o comércio ilegal de drogas.

Ele cumpriu a maior parte da pena na Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro. Agora, em regime aberto, atua normalmente e participou de toda a campanha do Goytacaz na Série B2 usando a tornozeleira.

Segundo o regulamento da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, não existe nenhuma regra que proíba atletas de atuarem com monitoramento eletrônico. O clube já pediu à Vara de Execução Penal a retirada do equipamento, mas o pedido ainda não recebeu resposta.

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drogas série b tráfico

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