VITÓRIA SOFRE PARA CONTRATAR
"Não tem jogador disponível e temos dificuldade com grana", diz Fábio Mota
A janela de transferências do final do ano está aberta e o Vitória busca reforços para 2026

Por Marina Branco e João Grassi

A janela de transferências do final do ano já está aberta, e os clubes estão em busca de seus reforços para 2026 - mas essa nem sempre é uma tarefa simples. Para o Vitória, segundo o presidente Fábio Mota, tem sido um trabalho difícil, já que o mercado não tem jogadores disponíveis e passa dificuldades financeiras.
Para o presidente, o futebol foi inflacionado pelas ligas e bets, o que levou muitos clubes a deverem salários e premiações. "Não tem jogador, e quando tem, as pedidas são muito grandes", explicou.
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"Não temos grandes contratações, não temos volume, a não ser os clubes que saíram da Série B para a Série A. Nós, quando saímos da B para a A, contratamos um monte de jogadores, porque você precisa mudar o estilo (de jogo)", afirmou.
"Mas a dificuldade é de grana mesmo, é dinheiro, tanto para o Vitória como para os outros também", completou. Para ele, hoje, não há nenhum camisa nove disponível no mercado, posição que se une às dificuldades vividas com laterais-esquerdos e direitos.
"Nós seguramos os nossos (laterais-esquerdos). O lateral direito, a gente foi buscar um em cima de números, que foi considerado o melhor da Série B. Graças à boa relação que o Vitória tem com o Cuiabá, conseguimos trazer um lateral-direito, mas a gente sabe que o lateral direito sozinho não joga o campeonato", afirmou.
Outra dificuldade enfrentada vem sendo pela falta de entrada de dinheiro de televisão, já que os clubes não tem cota de TV em janeiro e fevereiro, começando a receber esse valor apenas a partir de março, o que justifica a campanha de sócios em janeiro.
Quem o Vitória está procurando?
Para Fábio Mota, o clube ainda precisa de quatro a cinco atletas para a temporada, seguindo o perfil de contratções que prioriza força, sem buscar jogadores "de barriga cheia", que já tenham conquistado o que desejavam na carreira.
O clube prioriza a chegada de um meio-campista, mais especificamente um oito que dê dinamismo pelas beiradas, "tirando o time de trás e arrastando". Além disso, mais um centroavante, necessidade criada com a saída de Carlinhos.
Outra saída que deixa lacunas é a de Willian Oliveira, além da necessidade de mais um lateral-direito além de Matheuzinho, já que Claudinho só retorna em fevereiro, e ainda aos poucos.
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