ERRO
Nike admite erro em camisas de seleções para a Copa; veja fotos
Defeito gera críticas e levanta risco de prejuízo global

A Nike admitiu um erro na confecção das camisas das seleções patrocinadas para a próxima Copa do Mundo após críticas sobre um defeito na modelagem dos uniformes.
O problema, identificado principalmente na região dos ombros, foi percebido por jogadores e torcedores durante amistosos da Data Fifa e pode gerar impacto financeiro bilionário para a empresa.
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Erro na modelagem e reação dos jogadores
Um erro na costura das camisas criou um efeito de "ombro pontudo" nos uniformes, visível durante a movimentação dos atletas em campo.
O detalhe gerou comparações nas redes sociais, como se os jogadores estivessem usando “ombreiras”, e levantou questionamentos sobre a qualidade das peças.
Segundo o jornal britânico The Guardian, atletas também notaram o problema e fizeram reclamações. Ao todo, 12 das 48 seleções participantes da Copa são patrocinadas pela Nike.

Ao veículo europeu, a empresa reconheceu a falha. “Observamos um pequeno problema com nossos uniformes de seleções nacionais, mais perceptível ao redor da costura do ombro. O desempenho dos atletas não é afetado, mas a estética geral não está no nível que deveria estar”, escreveu a Nike ao The Guardian.
Impacto financeiro e possíveis medidas
O erro ocorre após a produção e distribuição de milhões de uniformes ao redor do mundo desde o lançamento, realizado durante a Data Fifa de março. Ainda não há definição sobre como a empresa irá lidar com as peças já comercializadas.
Entre as possibilidades levantadas estão um recall para troca ou reembolso aos consumidores ou a manutenção dos uniformes mesmo após a identificação do problema. Também não há confirmação se o defeito será corrigido a tempo dos kits oficiais utilizados na Copa do Mundo.
Sucesso de vendas no Brasil
Antes da repercussão negativa, o lançamento das novas camisas teve forte desempenho comercial no Brasil. Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a empresa anunciou recorde de vendas da tradicional camisa amarela.
Segundo dados divulgados, o volume comercializado superou em 30% o uniforme da Copa de 2014, anteriormente o mais vendido. No país, a distribuição é feita pela Fisia.
A camisa azul também ganhou destaque por trazer o logotipo da Jordan, marca do grupo inspirada no ex-jogador de basquete Michael Jordan. É a primeira vez que uma seleção nacional utiliza o símbolo “jumpman” em seu uniforme.
Críticas e momento da empresa
Apesar do sucesso nas vendas, a chegada dos uniformes no Brasil também foi marcada por críticas. Parte do público questionou o processo criativo e a presença de uma marca ligada ao basquete na Seleção Brasileira.
A escolha do termo “Brasa” como apelido para a equipe nacional também gerou repercussão negativa, levando a CBF a solicitar a retirada da palavra dos meiões.
O episódio ocorre em meio a um momento delicado da Nike no mercado. A empresa enfrenta queda nas ações e projeções de redução nas vendas, além de lidar com sucessivas crises envolvendo seus produtos.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou queda de 1,5% nas ações em comparação ao mesmo período do ano anterior. Desde outubro de 2024, quando Elliott Hill assumiu como CEO, a desvalorização acumulada chega a 35%.
A projeção para o quarto trimestre fiscal indica retração entre 2% e 4% nas vendas, acima das estimativas anteriores, com recuo de 4% na receita direta ao consumidor, impactada pela redução no desempenho das lojas físicas e digitais.
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