SEM EUROPA?
Países querem boicotar plano de R$ 23 bilhões para Fifa vender a Copa
Entidade máxima do futebol europeu, a Uefa também reagiu negativamente


Os países europeus reagiram de forma negativa ao interesse da Fifa em vender participações da Copa do Mundo para uma empresa responsável que ficaria responsável pela gestão comercial do torneio. As confederações associadas à Uefa querem boicotar o Mundial caso a negociação aconteça.
O planejamento é evitar que a Fifa crie a empresa para a venda de ações a investidores privados, enquanto a entidade máxima do futebol planeja vender participações minoritárias nesta nova empresa. Vale lembrar que a próxima edição da Copa terá Espanha e Portugal como duas das principais sedes.
A expectativa é captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) com a operação, que integra um projeto liderado pelo presidente Gianni Infantino.
O que a Fifa oferece em troca?
A Fifa, contudo, quer que todas as federações filiadas aprovem o plano e deu um prazo de 53 dias para que todas as 211 confederações aprovem a ideia. De acordo com o portal norte-americano The Telegraph, as associações que votarem contra poderão perder 75% do acesso ao novo modelo de financiamento prometido.
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O presidente da entidade, Gianni Infanino, ainda promete liberar até 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 51 bilhões) a partir de 1ºde janeiro de 2027 em troca da aprovação, além de oferecer acesso a até 30 milhões de libras (cerca de R$ 205 milhões) por meio do programa FIFA Forward Enterprise.
Entidade máxima do futebol europeu, a Uefa também se posicionou contra a ideia de vender participações nos lucros da Copa do Mundo para investidores privados.
Leia a nota divulgada pela Uefa:
"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte
A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo.”


