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PAN-AMERICANO

Rebeca Andrade volta após quase 2 anos e conquista ouro no Pan do Rio

Maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade brilhou no retorno às competições

Redação
Por Redação
Ginasta retorna às competições após pausa e conquista ouro diante da torcida brasileira.
Ginasta retorna às competições após pausa e conquista ouro diante da torcida brasileira. - Foto: Divulgação/CBG

A manhã deste domingo, 21, marcou o retorno triunfal de Rebeca Andrade ao topo do pódio. Diante de uma Arena Carioca 1 lotada, a principal nome da ginástica artística brasileira conquistou a medalha de ouro na final do salto do Pan-Americano do Rio de Janeiro, encerrando um período de quase dois anos longe das competições para priorizar a recuperação física e mental.

Com média final de 14.266, Rebeca garantiu o título ao registrar 14.433 em sua primeira apresentação e 13.700 na segunda tentativa. Mesmo com um pequeno desequilíbrio na aterrissagem do segundo salto, a brasileira confirmou a melhor média da disputa e celebrou a conquista diante da torcida.

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"Não, vai dar, você vai ter que chegar", relembrou a ginasta ao comentar o momento decisivo da prova.

"No segundo salto, eu pensei: 'Meu Deus, não vai dar' e, no meio, eu falei: 'Não, vai dar, você vai ter que chegar', e isso é muito o que a gente sente no dia a dia. Você chega lá no ginásio e fala: 'Mano, eu não vou conseguir fazer hoje' e você vê que consegue, sabe? Foi assim. Eu só fui com tudo e foi maravilhoso", contou Rebeca.

A medalha teve um significado ainda mais especial por representar a primeira conquista brasileira no salto em edições do Pan-Americano. A canadense Lia Monica terminou logo atrás, com média de 14.249, enquanto a norte-americana Claire Pease ficou com o bronze ao alcançar 13.916.

O desempenho confirma o excelente momento da ginasta, que já havia sido destaque nas classificatórias. Competindo exclusivamente no salto, aparelho em que possui um ouro olímpico conquistado em Tóquio 2020 e uma prata obtida em Paris 2024, Rebeca recebeu nota 14.533, a mais alta entre todas as apresentações individuais do evento. O resultado também contribuiu para a medalha de prata da seleção feminina por equipes e para a classificação brasileira ao Mundial de Roterdã.

Após os Jogos Olímpicos de Paris, Rebeca optou por uma pausa na carreira para cuidar da saúde física e emocional. O retorno oficial aconteceu em abril, e a atleta escolheu justamente o Pan do Rio como palco para voltar às competições.

"Foi a melhor decisão que eu tive durante toda a minha carreira, eu precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, pra colocar tudo no eixo, sabe? Eu sentia muitas dores, eu me sentia muito cansada. Precisava desse momento pra mim, porque eu sempre me doei muito pra ginástica. Então, agora, estar de volta, mesmo treinando em pouco tempo, consegui me apresentar dessa maneira, no salto", disse a ginasta.

Além do ouro de Rebeca, o Brasil somou outras seis medalhas no encerramento das finais por aparelhos.

Diogo Soares conquista duas pratas

Diogo Soares foi um dos destaques do dia ao subir duas vezes ao pódio. Nas barras paralelas, o brasileiro apresentou uma série consistente, com saída cravada, e recebeu nota 13.933, suficiente para garantir a medalha de prata. O ouro ficou com o norte-americano Yul Moldauer (14.200), enquanto o cubano Diorges Escobar conquistou o bronze com 13.700. Caio Souza terminou em quarto lugar com 13.400.

Mais tarde, Diogo voltou à competição na barra fixa e repetiu o desempenho de destaque. Com nota 14.133, garantiu sua segunda prata do dia. O colombiano Angel Barajas conquistou o ouro ao alcançar 15.233 pontos. Arthur Nory completou o pódio com 14.033, empatado com o canadense Felix Dolci e assegurando o bronze para o Brasil.

Thais Fidelis amplia coleção de medalhas

Após conquistar bronze no individual geral na sexta-feira, Thais Fidelis voltou ao pódio neste domingo. A brasileira somou 13.533 pontos na final da trave e garantiu mais uma medalha de bronze.

A argentina Isabella Ajalla conquistou o ouro com 13.700, mesma nota da norte-americana Simone Rose, que ficou com a prata nos critérios de desempate. Julia Soares também representou o Brasil e terminou na quinta posição, com 13.233.

Sophia Weisberg leva bronze nas barras assimétricas

Outra medalha brasileira veio com Sophia Weisberg, terceira colocada na decisão das barras assimétricas. A ginasta apresentou uma série segura e recebeu nota 13.033.

A canadense Aurelie Tran conquistou o ouro com 13.533, enquanto Simone Rose ficou com a prata ao registrar 13.333.

Gabriela Bouças também participou da final, mas sofreu uma queda no início da apresentação. Apesar da recuperação durante a prova, terminou em oitavo lugar com nota 11.500.

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Vitaliy Guimarães celebra primeira medalha pelo Brasil

A primeira medalha brasileira do dia foi conquistada por Vitaliy Guimarães no solo masculino. Último atleta a se apresentar, o ginasta obteve nota 13.700 e ficou com o bronze.

O ouro foi para o guatemalteco Jorge Vega, com 14.166, enquanto Angel Barajas levou a prata ao alcançar 13.900.

Natural dos Estados Unidos e representante do Brasil desde 2024, Vitaliy se emocionou ao comentar a conquista.

"Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil", contou.

No solo feminino, Thais Fidelis terminou próxima do pódio ao ficar em quarto lugar com 13.166. Sophia Weisberg encerrou a disputa na oitava posição com nota 12.366.

Queda impede medalha de Diogo no cavalo com alças

O único resultado abaixo das expectativas para Diogo Soares ocorreu na final do cavalo com alças. O brasileiro sofreu uma queda logo no início da apresentação e acabou comprometendo sua pontuação.

Mesmo incentivado pela torcida durante toda a execução, o ginasta não conseguiu recuperar a nota e terminou em oitavo lugar, com 10.500.

O título ficou com o norte-americano Patrick Hoopes, que somou 14.566. O canadense Jordan Carrol levou a prata com 14.500, enquanto Angel Barajas completou o pódio ao registrar 13.800 pontos.

Com o ouro de Rebeca Andrade, duas pratas de Diogo Soares e quatro bronzes conquistados por Arthur Nory, Thais Fidelis, Sophia Weisberg e Vitaliy Guimarães, o Brasil encerrou mais um dia de destaque no Pan-Americano de Ginástica diante de sua torcida no Rio de Janeiro.

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Ginástica Artística pan-americano Rebeca Andrade

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