BA-VI COM TORCIDA MISTA?
"Vitória é completamente a favor da torcida mista", afirma Fábio Mota
O presidente rubro-negro afirmou que a volta da torcida conjunta não depende do clube

Por Marina Branco e João Grassi

Mais uma temporada chega com Bahia e Vitória se encontrando na Série A e no Campeonato Baiano, e rubro-negros e tricolores seguem esperando pelo dia em que a proibição de torcida mista nos estádios terá um fim no clássico baiano.
Sem torcedores de ambos os times há oito anos, o confronto é realizado em torcida única desde o "Ba-Vi da Paz" que terminou em WO e muita violência. Para o Vitória, no entanto, é uma "pena", já que o clube é completamente a favor do retorno das torcidas juntas no estádio.
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Em coletiva, o presidente rubro-negro Fábio Mota afirmou que a volta da torcida mista não depende do Vitória, e que o posicionamento do clube em relação à temática é claro e se mantém como sempre foi.
"Já foram feitas vistorias, já tivemos acompanhamentos, mas essa não é uma decisão do Vitória. O Vitória é completamente a favor da torcida mista, sempre foi, e segue no grupo de trabalho com o Ministério Público e com o Governo do Estado para definir", explicou.
O que iniciou a proibição?
No jogo que ficou conhecido de forma irônica como o "Ba-Vi da Paz" — pois, antes da bola rolar, houve uma campanha promovendo a paz entre os rivais —, uma verdadeira confusão se instaurou no Barradão.
Foram aplicados nove cartões vermelhos, sendo quatro para o Bahia e cinco para o Vitória, obrigando o árbitro a encerrar a partida. O Leão da Barra não possuía o mínimo de jogadores para a continuação do jogo, e o triunfo do Esquadrão foi declarado por W.O.
O que o Bepe fala hoje?
Para o Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos, quanto à possibilidade de retorno da torcida mista, "ainda não é o momento, de acordo com as autoridades, principalmente o Ministério Público, que é o fiscalizador", segundo Carlos Flávio, tenente-coronel.
Para o tenente-coronel, "todos têm o direito de se manifestar sobre um Ba-Vi com duas torcidas", mas isso precisa passar por um diálogo com as autoridades responsáveis pela segurança pública, e o que for decidido será cumprido tanto pela Polícia Militar quanto pelo BEPE.
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