MUNDO
Alimentos como Doritos e M&M’s podem ganhar alertas de saúde
Nova legislação foca em aditivos artificiais associados a riscos comportamentais e genotóxicos

Por Isabela Cardoso

O estado do Texas, nos Estados Unidos, deu um passo decisivo em direção à transparência alimentar. Uma nova legislação sancionada recentemente obriga que produtos com aditivos artificiais específicos exibam avisos claros em suas embalagens.
A medida, detalhada pelo The Economic Times, visa informar o consumidor sobre potenciais riscos à saúde vinculados a ingredientes comuns na indústria de ultraprocessados.
Diferente de proibições totais, a lei foca na liberdade de escolha consciente. O Texas passa a alinhar seus critérios a regiões como a União Europeia e o Reino Unido, onde várias dessas substâncias já sofrem severas restrições.
Aditivos na mira: corantes e dióxido de titânio
A nova regra atinge diretamente componentes amplamente utilizados para melhorar a estética e a durabilidade dos alimentos. Entre os principais alvos estão:
Corantes Artificiais (Red 40, Yellow 5 e 6): Estudos científicos relacionam esses corantes a episódios de hiperatividade e alterações de comportamento em crianças, além de reações alérgicas.
Dióxido de Titânio: Utilizado para conferir brilho e cor branca, o composto foi banido na Europa devido a preocupações com genotoxicidade (danos ao DNA).
Conservantes e realçadores: Substâncias ligadas a processos inflamatórios crônicos e distúrbios metabólicos também deverão ser sinalizadas.
Impacto em marcas globais
Grandes nomes do mercado, como Doritos, M&M’s, Skittles e Froot Loops, podem ter que alterar seus rótulos para o mercado texano, dependendo da composição atual de seus produtos.
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A expectativa de especialistas é que a lei gere um "efeito cascata", pressionando gigantes da alimentação a reformularem suas receitas para evitar o selo de advertência, optando por ingredientes naturais.
Prazo de adaptação
A indústria terá um período de transição: as novas exigências de rotulagem passam a ser obrigatórias para embalagens produzidas a partir de 2027. Até lá, o debate sobre a segurança de alimentos industrializados deve ganhar força, colocando o Texas na vanguarda das discussões de saúde pública nos EUA.
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